Revista Veja se equivocou


 

Comenta na Revista Veja, na edição de hoje, a análise macroeconômica o respeitado comentarista  Alexandre  Schwartsman, a que tenho muito respeito e consideração, nas suas análises, juntamente com bons e notáveis times de analistas  da "macroeconomia", da própria revista Veja, notadamente, no que se refere ao Brasil. 


            Diz o comentarista:  Não é de hoje que me preocupa a sustentabilidade do crescimento brasileiro, ancorado na expansão do consumo das famílias, que responde por algo como 70% do aumento do PIB entre 2021 e 2025, seguido "de longe" pelo consumo do governo (aproximadamente 20%), segundo o comentarista.    Eu discordo do comentarista sobre a participação do Governo Federal no "bolo da economia" do País, que se aproxima dos 50%, conforme já comentei nas minhas matérias precedentes.    


         Fazendo a ressalva, os gastos do Governo Federal, incluído pagamento dos juros e serviços da dívida do Tesouro Nacional corresponde aos 50% do PIB.   Ele, o comentarista considerou o consumo do governo em cerca de 20%, o que é um grande equívoco.   Para quem quiser saber alguns detalhes sobre a minha observação, recomendo a leitura dos meus comentários na matéria Brasil, país do Terceiro Mundo ou em qualquer matéria pertinente ao assunto.


           Porém, deixando de lado detalhes de números, concordo com o ótimo comentarista sobre a "preocupação da situação fiscal do Governo federal".   Na prática, ao contrário do que ele afirma, sobra para iniciativa privada, incluindo o setor primário, o industrial e de serviços, a minguada participação de 50% do PIB ao contrário do que o comentarista afirma 70% de participação no PIB.   Seria ótimo, se a participação do setor privado fosse aos níveis comentados.    Esse aumento de participação do setor público, incluído serviços da dívida pública, para o nível de 50%, não teria acontecido se o País tivesse "Governo responsável" e não estaríamos com a dívida pública, a do Tesouro Nacional, ultrapassando os R$ 10 trilhões, pagando juros à base da exorbitante taxa Selic acima de 14% aa para inflação corrente entre 5% a 6% ao ano. 


           Este comentário é para corrigir algumas afirmações que deixariam os analistas econômicos e agentes do setor produtivo, fazerem suas projeções baseados em dados equivocados.   Certamente, o analista econômico, a quem respeito, fará as correções necessárias no seu devido tempo.


           Ossami Sakamori    


             



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