Governo Trump quer reabrir o "Caso Odebrecht"

 


Infelizmente, a população brasileira tem memória curta.  As últimas notícias dão conta de que o Governo brasileiro vai mandar "ajuda humanitária" ao povo cubano, enviando alimentos ou recursos, não se sabe exatamente do que se trata.   O argumento é de que o Brasil já saiu do "Mapa da Fome".  Aplausos à situação do País ter saído da situação da situação de um país do "Terceiro Mundo", sendo uma dos maiores produtores de grãos do mundo, ocupando a segunda posição do mundo ocidental, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.   


            O País, refiro-me ao Brasil, com dívida pública impagável, aproximando-se de R$ 8 trilhões e constante e pernicioso "déficit primário" causado pelos gastos públicos acima da "arrecadação", contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2.000,  onde diz claramente que, as despesas deverão estar em equilíbrio com as receitas.    


           Reporto-me à matéria publicada por mim, em setembro de 2016, sobre os investimentos públicos do então, Presidente Lula, via recursos da União, repassados pelo banco de fomento brasileiro, o BNDES, para alguns países da América Latina e da África, via Construtora Odebrecht, investigado pelo Ministério Público Federal, da época.      

 

           A revista Época, que pertencia aos mesmos donos da Rede Globo, apresenta fatos revelados pelo Ministério Público Federal, sobre suposto envolvimento do Lula nos arranjos das obras financiados pelo BNDES para o empreiteiro Odebrecht.  A revista trata do envolvimento do Lula, após deixar o cargo de presidência da República, talvez, para caracterizar como tráfico de influência.    A justiça americana, instada pelo Congresso americano, pretende "reabrir o caso Odebrecht".  Onde isto tudo vai parar, nós não sabemos.  


           As tais obras foram contratadas no período do Governo  Dilma, com articulação do então ex-Presidente Lula.  As obras e serviços são de "dar inveja" aos governantes brasileiros de hoje.     Sem mais delongas, segue imagens com dados sintéticos das obras e produtos financiados pelo BNDES, entre 2009 e 2014, segundo a minha fonte. Nem a fonte e eu próprio estamos a afirmar que houve "corrupção" ou "tráfico de influência". Deixo a cargo de vocês leitores fazerem o seu próprio juízo do valor.

                

            Já diz o ditado popular de que as "águas passadas" não movem os moinhos, porém, é bom lembrar que os protagonistas da época, estão nas mesmas cenas do crime.  Porém, o Governo americano quer "reabrir o caso Odebrecht".   

                   

1) Porto de Mariel (Cuba)
















Valor da obra : US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES) Empresa responsável : Odebrecht


2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador)





















Valor da obra contratada : US$ 243 milhões. Empresa responsável : Odebrecht. 

Após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta. A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente equatoriano ameaçou dar calote no BNDES.


3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador)














Valor da obra : US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES). Empresa responsável : Odebrecht. 

Após 3 anos, os dois países 'reatam relações', e apesar da ameaça de calote, o Brasil concede novo empréstimo ao Equador.


4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru)

















Valor da obra : US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES). Empresa responsável : Odebrecht


5) Autopista Madden-Colón (Panamá)




Valor da obra: US$ 152,8 milhões. Empresa responsável : Odebrecht





6) Aqueduto de Chaco (Argentina)






















Valor da obra: US$ 180 milhões do BNDES. Empresa responsável : OAS


7) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)




 



Valor : US$ 1,5 bilhões da parte do BNDES. Empresa responsável : Odebrecht


8) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)

















Valor da obra : US$ 732 milhões. 
Empresa responsável : Odebrecht


9) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)
















Valor da obra : US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES). 
Empresa responsável : Odebrecht


10) Barragem de Moamba Major (Moçambique)



Valor da obra : US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES). 
Empresa responsável : Andrade Gutierrez


11) Aeroporto de Nacala (Moçambique)



 



Valor da obra : US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES). 
Empresa responsável : Odebrecht


12) BRT da capital Maputo (Moçambique)


Valor da obra : US$ 220 milhões (US$ 180 milhões do BNDES). 
Empresa responsável : Odebrecht


13) Hidrelétrica de Tumarín  (Nicarágua)





Valor total da obra : US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões). 
Empresa responsável : Queiroz Galvão
A Eletrobrás participa do consórcio que irá gerir a hidroelétrica


14) Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)




 


Valor da obra : US$ 199 milhões. 
Empresa responsável : Queiroz Galvão


15) Exportação de 127 ônibus (Colômbia)



 


Valor : US$ 26,8 milhões. 
Empresa responsável : San Marino


16) Exportação de 20 aviões (Argentina)



 


Valor : US$ 595 milhões. 
Empresa responsável : Embraer


17) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)






















Valor : Não informado. 
Empresa responsável : Andrade Gutierrez


18) Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)




 



Valor : Não informado. 
Empresa responsável : OAS


19) Via Expressa Luanda/Kifangondo




Valor : Não informado. 
Empresa responsável : Queiroz Galvão


20) Super-porto em Rocha (Uruguai)


Valor da obra: US$ 1 bilhão. (Empréstimo em gestação), porém, a obra não foi sequer iniciada. Empresa responsável: Odebrecht

    
               Com tristeza e indignação que fecho esta matéria.
 

                 Ossami Sakamori                        
                                  

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