Uma bolha prestes a explodir
Acompanhando o desenrolar dos acontecimentos ligados ao Banco Master e instituições financeiras vinculadas com a Instituição financeira em "intervenção", como o BRB, Banco Regional de Brasília. Quando vai puxando a linha do "novelo", o problema não se resume na utilização do Fundo Garantidor de Créditos cujo montante máximo de ressarcimento é estabelecido em R$ 250 mil reais.
Nessa última quarta-feira, 21/1, o Banco Central decretou também a liquidação do Will Bank ou Will Financeira, pertencente ao conglomerado Master. Acontece que as plataformas como XP, Nubank e BTG distribuíram os CDBs do Banco Master aos seus respectivos clientes. Em tese, as instituições financeiras como XP, BTG e Nubank não tem nenhuma "responsabilidade formal" sobre os títulos "podres" repassados aos seus clientes, há questão mais importante de "garantir ou não" a segurança aos seus clientes aplicadores. Em resumo, as instituições financeiras que tenham repassados os "títulos frios" são responsáveis pelas aplicações dos "títulos podres" do Banco Master. O efeito Banco Master vai espalhando como "fogo" em palheiro seco.
Todo o esquema do Banco Master, para agravar a situação, contou com a "proteção" informal dos membros do STF, Supremo Tribunal Federal, o que à primeira vista possa parecer "fator positivo", ao contrário, para o mercado financeiro conta como "fator negativo". Esta verdadeira "teia de aranha", para uma instituição "sadia", que poderia contar como "fator positivo", no entanto, numa situação de "insolvência" da instituição financeira, passa a ser "fator negativo".
Embora o Banco Master represente apenas uma ínfima parcela do sistema financeiro nacional, o problema da insolvência de um Banco representa um série risco de uma "quebra do sistema financeiro nacional", provocando um efeito sistêmico imprevisível. Numa situação como descrito, uma quebra de fato do "sistema financeiro nacional" deixando milhares de pessoas físicas e jurídicas, numa situação de completo constrangimento. Se eu fosse administrador financeiro de uma empresa, concentraria os depósitos e aplicações em bancos oficiais, como CEF, BB e no próprio BRB, garantidos pelos governos.
Esse stress se não for corrigido a tempo, o sistema financeiro nacional poderá entrar em "colapso", deixando os pequenos poupadores que utilizam os serviços destes "nanicos" do sistema ou que utilizam serviços dos "fintechs" poderão amargar prejuízos incalculáveis. Lembre-se que o sistema financeiro nacional está à beira de entrar no redemoinho denominado de "quebra do sistema financeiro nacional". Tudo isto vem no momento em que o Governo federal vem apresentando sucessivos "déficits primários".
O cenário geral é apavorante! Seria como jogar querosene na fogueira. Não, não sou alarmista. Com algum conhecimento da "macroeconomia", podemos afirmar que o quadro da "economia" do País é de "quebra do sistema financeiro nacional". Tomara que eu esteja enganado !
Ossami Sakamori

Comentários
Postar um comentário