O diesel do Putin
As notícias sobre economia no mercado global tem dinâmica própria e influencia no mercado doméstico brasileiro diretamente. Ontem, foi feriado no Brasil, mas, não no mercado financeiro e de commodities internacional. Veja o que aconteceu nesses últimos dias...
O mercado financeiro americano está de olho no "relatório de inflação ao consumidor", que deverá ser divulgado amanhã, dia 14, um dos grandes indicadores econômicos antes da reunião da "política monetária" do FED, o Banco Central americano, a última deste mês e poderá ser indicador decisivo da moeda americana no curto prazo. O povo americano mostra a perda de confiança neste início do mês com aumento do custo de vida devido ao conflito dos Estados Unidos contra Irã, embora, militarmente, no front militar esteja em "vantagem".
No quadro geral da economia global, comentado no PS de ontem, o foco estará no aumento do preço do "diesel russo" para os consumidores internacionais, entre os quais o próprio Estados Unidos e sem dúvida, o mercado de preço do "diesel" nas "bombas" dos postos de combustíveis. O Presidente Lula, PT, ampliou o "subsídio" ao diesel para "compensar" os aumentos anteriores, anulando o efeito nas bombas. Porém, o reflexo do preço do "diesel" imposto pelo Vladmir Putin, não foi levado em conta. O presidente russo, está a ampliar ataques à Ucrânia para pretendida capitulação final do Volodymyr Zelensky, no que o presidente Trump "finge de morto" ou que concorda com a posição do presidente russo.
Até na posição de véspera, o aumento do diesel russo em US$ 250 cada barril, vai de interesse dos Estados Unidos, que tem o custo do petróleo alto em razão deste estar no subsolo constituído pelo xisto betuminoso e além de petróleo venezuelano, sob controle, com a queda do Nicolas Maduro, ser do tipo "pesado", TWI.
No campo doméstico, a Petrobras produz o petróleo do tipo pesado, TWI, não convencionais para refinarias brasileiras. As nossas refinarias, são todas privatizadas e processam o petróleo do tipo leve, o Brent. A conversão de uma refinaria do petróleo do tipo Brent, as nossas, o petróleo do tipo TWI, as exploradas no "pré-sal" não é tão simples como os leigos apregoam.
Enfim, pelas razões expostas, o aumento do preço do diesel russo para US$ 250 cada barril, deverá refletir "diretamente" no preço do diesel na bomba. Repito, o aumento do diesel decorrente deverá chegar nos postos de combustíveis nos próximos dias. O aumento do diesel na bomba ocorrido, com subsídio do Governo federal, não englobou ainda o aumento do diesel russo. O certo é que as refinarias brasileiras receberão diesel pelo preço novo, decorrente do conflito Rússia x Ucrânia.
Devido a proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, é provável que o aumento do diesel decorrente do novo balizamento dos preços venha ocorrer após segundo turno das eleições marcado para o próximo dia 25. Uma coisa é "cristalina", haverá aumento do "diesel" na bomba, tão logo seja anunciado o resultado das eleições presidenciais, seja quem for o vencedor do pleito. Lá nos Estados Unidos, o povo americano, já convive com o preço do diesel do Putin. Vamos ver por quanto tempo a Petrobras vai suportar a defasagem do preço do diesel.
Saka Sakamori
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