Disputa de mediocridades

 


Não basta nomes para a equipe econômica do candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, PL e do atual Presidente Lula, PT.  Três nomes apontados a 11 dias do segundo turno das eleições presidenciais, pelo candidato da oposição, PL, embora são bons, ainda não confirmados, os nomes "apontados", não são suficientes para os que tenhamos alguma noção do que seja nova situação da "macroeconomia" do Brasil. 

 

           Eu não sei afirmar o motivo que leva a Faria Lima, endereço conhecido como sendo de representação do empresariado brasileiro, a não se manifestar "acintosamente" sobre a ausência de "política econômica" que deverá prevalecer na eventual gestão do "candidato da oposição", o senador Flávio Bolsonaro, PL.  Embora não apresente nenhum currículo na área de administração pública, a não ser do seu pai, Jair Bolsonaro, PL, o nome parece atender o requisito mínimo para justificar a apresentação da sua candidatura.   O candidato da situação, Lula da Silva, PT, está dispensado da apresentação da sua "política econômica", simplesmente, porque até este momento "não a apresentou e não há indícios de que apresente" para o próximo quadriênio, caso seja vencedor no pleito do dia 25.    


          Digo eu: Não basta manifestar a posição "liberal" na questão da "política econômica" para saber qual rumo o País vai tomar em relação ao "desenvolvimento econômico e social" do País, até porque, há duas correntes na "escola moderna", com características completamente distintas, a do "neoliberal" da velha escola do Adam Smith e a "liberal" da escola do palestrante da Universidade de Chicago, marcada sobretudo pelos mandatos consecutivos do presidente Ronald Reagan dos Estados Unidos.    Este último marcou o desenvolvimento do país, com a sua teoria bem sucedida de "desregulamentação da economia".  


           No Brasil, ao menos, dentro deste século, que, coincidentemente, marcou pela ascensão do Lula da Silva, PT, como dirigente máximo da República, que em algum momento, marcado com a gestão do Antônio Palocci na Fazenda, o País parecia tomar o rumo da economia liberal do Milton Friedman.   Com a ascensão da Dilma Rousseff na Presidência, a "política econômica" do País, simplesmente, "desandou".    Sucedido pelo Michel Temer e seu ministro da Fazenda,  Henrique Meirelles, homem atuante na área bancária, porém não deixou boas lembranças ao setor produtivo brasileiro.


           A atual gestão do Presidente Lula, PT, teve os primeiros momentos com a liderança na gestão econômica pelo Fernando Haddad, PT, com experiência na gestão pública, porém com a sua teoria de "arcabouço fiscal", uma denominação fora do contexto das teorias conhecidas da macro economia, que parecia estar representando uma nova "política fiscal" associada com a "política econômica".    A tal nova teoria, do "arcabouço fiscal", nem o próprio Fernando Haddad parecia entender do que se tratava.    Com o atual ministro da Economia, Dario Durigan, que mais parece nome de um dos restaurantes de Curitiba, ainda "não encontrou o rumo" do equilíbrio fiscal e muito menos de uma política econômica sustentável para a atual gestão do Presidente Lula, PT. 


            É dentro deste contexto que faço críticas ao candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, PL, pela "ausência" de uma "política econômica" que leve o Brasil ao "desenvolvimento econômico sustentável", colocando o País, ao menos na posição de 8ª economia do planeta.    O País, neste momento, ocupa a posição de 10ª economia do planeta, com possibilidade de, no curto prazo, ocupar posição de destaque na economia global, em querendo.      


           Sem querer ou querendo, o Brasil acaba sendo considerado o "quintal" dos americanos ou dos chineses, ocupando o País como um dos maiores exportadores de commodities para os Estados Unidos e para a China.   Falta "brio e conhecimento" dos candidatos à Presidência da República, postos até este momento.   Infelizmente, os próprios, candidatos parecem não enxergar nem os próprios umbigos, quiçá um futuro para o País com 8,5 milhões de km2 e 224 milhões de pessoas habitando vivendo nele.  


           Saka Sakamori

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