A escolha do menos pior
A grande imprensa noticia de que o senador Flávio Bolsonaro, PL, tem 50,7% dos votos válidos e o Presidente Lula, PT, conta com 49,3%, no segundo turno da eleição presidencial, que ocorrerá no próximo domingo, dia 25. Isto é o verdadeiro e real retrato da situação atual no embate entre "direita" e "esquerda". Vamos lembrar, também, que os eleitores, na sua maioria, não são "políticos militantes" e muito menos está inclinado à ideologia da esquerda ou da direita, como são compostas a população votante do País. A grande maioria, estimo que mais de 90% da população, não tem "filiação partidária".
Os próprios partidos políticos majoritários, o PL e o PT, não tem "ideologia política" como se apregoam como de "direita" ou de "esquerda". No Brasil, a ideologia política serve tão somente como fachada para indicar as falsas tendências ideológicas demonstrados nos estilos de governança da estrutura administrativa do Governo federal, que direta ou indiretamente domina cerca de 50% do PIB do País. O assunto sobre o tamanho do Estado brasileiro já foi objeto desta coluna, por inúmeras vezes, comparável aos países do Primeiro Mundo, prestando serviços à população como países do Terceiro Mundo. Quisera que o País, que é governado pelos "políticos de plantões", da "esquerda" ou da "direita", tivesse o estilo de governança dos países socialistas como a da Suécia, da Noruega ou da Finlândia.
Voltando ao assunto das eleições do próximo domingo, dia 25, em segundo turno, nenhum dos dois candidatos que se apresentam ao cargo de Presidente da República, expõem "propostas concretas" de "desenvolvimento econômico e social" da população, a não ser alguns poucos programas anunciados, de "atendimento da população de extrema pobreza". População de baixa renda é, sempre, o nicho de eleitores procurado pelos candidatos ao cargo máximo da República. Ambos candidatos, o da "direita" e o da "esquerda", que, privativamente vivem muito acima da média da população brasileira, estão mais preocupados com a preservação do seu próprio "status quo" ou da sua "maneira de viver" do que real interesse da maioria da população.
Ganhando ou perdendo as eleições, a vida dos candidatos, da direita e da esquerda, em nada mudam e continuarão, cada um no seu "escaninho" da "classe média alta", muito diferente da vida da maioria da população produtiva que continuará acordando de madrugada para pegar o transporte coletivo apinhado de gente e retornando às suas moradias já ao anoitecer. Pois, esta população, em sua maioria, que aguarda a implantação da polêmica fim da escala 6 + 1.
Ambos candidatos, creio que há muito tempo que não enfrentam a situação da escala de trabalho. Ambos candidatos, são "políticos profissionais", sem desmerecer a classe política, são assistidos financeiramente com o dinheiro público, seja de paridos políticos ou de algum cargo público.
No próximo domingo, obedecendo as regras vigentes, vamos escolher para o posto de Presidente da República de todos nós, o "menos pior". Meu voto é para o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, PL, para ser coerente com o pensamento liberal, da linha do Republicano Ronald Reagan dos Estados Unidos, que pregava a própria "desregulamentação da economia", ao contrário do costume brasileiro de querer "regulamentar tudo e a todos".
Saka Sakamori

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