Taxa Selic a 13,75% ao ano

 

O Banco Central do Brasil reduziu nessa quarta-feira, dia 26, a taxa básica de juros Selic em 0,25% ao ano, no 5º corte consecutivo, reduzindo a taxa para 13,75% ao ano.    Desde março de 2026, a taxa já recuou 1,25 ponto percentual, depois de atingir 15% ao ano.    O corte já era esperado pelo mercado financeiro, ficando a expectativa a taxa de juros Selic daqui a 45 dias, no próximo dia 4 de novembro, após o segundo turno das eleições que ocorrerá no dia 25 de outubro.  


         A taxa básica de juros Selic, que se refere aos juros dos títulos do Tesouro Nacional, é a principal referência para o mercado financeiro, que  "precifica" a "aceleração" ou "desaceleração" da economia do País.    É assim, em todo o mundo.  Coincidentemente, o Tesouro americano, aumentou a taxa básica de juros dos títulos americanos de 4% para 4,25%, em função do aquecimento da economia e pela guerra no Oriente Médio.  


            A nova taxa Selic está refletindo, a atual situação econômica do País, em função das eleições que ocorrerão nos dias 4 e 25 do próximo mês.   A inflação corrente oficial referente ao mês de agosto, o último dado disponível, está em 4,22% ao ano, dentro do "teto da meta" do Banco Central, cuja "meta" é de 3%, com margem de 1,5% para cima ou para baixo.    Banco Central segue, rigorosamente, aos critérios estabelecidos, tomando medidas "macroeconômicos", independente dos governantes de plantões.   Ainda bem !  


            Desde o Governo do Presidente Bolsonaro, o Banco Central vem praticando "política monetária", independente do Poder Executivo, conforme viés do mercado financeiro internacional, sobretudo com referência aos juros praticados pelo Banco Central americano e da União Europeia.   


          A expectativa, doravante, é o comportamento da economia brasileira com vistas às eleições presidenciais no próximo mês de outubro.   Se reeleito Presidente Lula, já sabemos da não interferência no Banco Central e se eleito senador Flávio Bolsonaro, tem-se a expectativa de uma "política econômica" equilibrada, com "política fiscal" equilibrada, conforme as falas da Daniela Marques, principal assessora para assuntos econômicos, oriundo do "mercado financeiro".


            Enfim, o mercado financeiro está operando normal, sem "viés político", o que transmite credibilidade ao mercado financeiro nacional e internacional.   


PS: O Brasil voltou à primeira posição do ranking mundial de juros reais, com taxa de 8,45% ao ano, após o Banco Central anunciar, nesta quarta-feira (16), um corte de 0,25 ponto na taxa Selic.

Taxa Selic, desolado, longe da inflação é uma anomalia !!!

                  Saka Sakamori          




Comentários

  1. Excelente análise! 👏 A trajetória da Selic merece atenção, especialmente para o mercado imobiliário. Juros menores tendem a favorecer o crédito, estimular investimentos e abrir novas oportunidades para quem busca adquirir um imóvel. Parabéns pela contribuição! Talvez estivesse melhor sob o febre onde quem tivesse capacidade de governar

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