Petrobras e o aumento do petróleo


 

O preço do petróleo no mercado internacional tem passado "batido" pelos comentaristas macroeconômicos do Brasil.  Volto a chamar atenção sobre o tema, porque isso afeta diretamente no preço dos combustíveis no mercado interno.    E, o custo dos combustíveis exercerão "pressão" de alta sobre os demais produtos como os de "commodities" e enfim, no "bolso" de cada cidadão brasileiro. 


         Nos últimos dias, o preço do petróleo tem oscilado na casa dos US$ 105 a US$ 108 por barril, do tipo Brent, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, em especial em razão da passagem do estreito de Ormuz entre Irã e Emirados Árabes Unidos.   O preço do petróleo tem oscilado, além do fator do conflito entre Estados Unidos e Irã, mas, sobretudo pelo aumento de volume de consumo dos americanos.   Os Estados Unidos vivem bons momentos de crescimento.


           Para brasileiros que controla a estatal Petrobras, o preço do petróleo no mercado internacional reflete diretamente, apesar de "em volume".  O Brasil é autossuficiente em petróleo, com consumo médio de 2,61 milhões de barris/dia enquanto a produção diária é de 4,49 milhões, do tipo WTI, segundo últimos dados disponíveis.    A rigor, o preço internacional do petróleo não deveria estar influenciando no mercado doméstico de combustíveis, já que a produção de petróleo pela Petrobras é suficiente, em termos de volume.    


           Enfim, o motivo do repasse do preço do petróleo ao consumidor brasileiro é que a Petrobras faz o "passeio do petróleo", uma vez que as refinarias em operação no País estão dimensionadas e preparadas para processar o "petróleo leve", do tipo Brent.    O ajuste da planta de uma refinaria do tipo Brent para o tipo TWI, não é tão simples como apregoam "leigos no assunto".   O motivo da dificuldade de fazerem alterações nas plantas das refinarias são dos derivados do petróleo, que são diferentes para cada tipo de petróleo.    Além da dificuldade da mudança no processamento, a maior parte das refinarias em operação foram privatizadas e não mais pertencem à Petrobras.    A Petrobras operava uma única refinaria com processamento de petróleo pesado, a da Refinaria Pasadena no Texas, Estados Unidos, que foi vendida no governo da Presidente Dilma.   


           Enfim, apesar de Petrobras extraírem petróleo suficiente, em termos de volume, eles são exportados na sua totalidade e a Companhia brasileira, importa, pelas circunstâncias, o "petróleo leve", o do tipo Brent, no mercado internacional, de Roterdã ao da Singapura.    No Brasil, ainda tem o componente de dificuldade, que é a mistura de "álcool" de cana ou de milho, para serem vendidos nos "postos de combustíveis".


           Enfim, o preço do petróleo no mercado internacional influi diretamente na "ponta de consumo", influindo diretamente em "fretes" e "maquinários agrícolas", sobretudos.   De toda forma, a alta do petróleo no mercado internacional, para a Petrobras não significa grande mudança, a não ser o seu lucro que provém do volume financeiro de venda do petróleo do tipo WTI no mercado internacional e a compra do petróleo do tipo Brent, que são repassados diretamente aos consumidores finais, apesar do País ser autossuficiente em petróleo.     Para o bom entendedor o aumento de preço internacional de petróleo, quem paga a conta é Você, consumidor brasileiro, entre os quais me incluo.    


OBS:  Cada barril de petróleo corresponde a aproximadamente 160 litros.


           Saka Sakamori           

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