Micros e pequenas empresas no Brasil

 


Hoje, vou tratar do assunto que é considerado essencial para o desenvolvimento de qualquer país, emergente, como o Brasil.  Em algum momento da história, os governos de plantões, consideravam a participação das micros e pequenas empresas como fundamentais para o desenvolvimento do País.  Isto ficou esquecido no tempo e no espaço.   

 

         Acontece que estas empresas, as pequenas, perderam representatividade no Brasil, politicamente falando, exatamente por serem "pequenas" e com pouca projeção no cenário nacional.    As Confederações do Comércio e das Indústrias, que deveriam representar a classe destes empresários, que representam ao menos uma boa participação no PIB do País, funcionam tão somente como "cabides" dos seus dirigentes para servirem de apoio para acessos ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional.     Muitas vezes, os cargos são utilizados como "trampolim político" para se elegerem deputados ou senadores da República.   


             Essas empresas, as micros e pequenas, que não tem "acento" na Faria Lima, por estarem ocupando, pelas empresas  de expressão nacional, as micro e pequenas empresas não tem "lugar na mesa" de decisões.    Estou me referindo  as empresas de pequeno porte que faturam anualmente  entre R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões, enquanto as médias empesas faturamento acima deste valor, conforme critério do BNDES.   Estas empresas, as micros e pequenas, normalmente são atendidos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, em carteiras especiais.    


            Nos países do Primeiro Mundo como Japão e na União Europeia, as micros e pequenas empresas recebem tratamento especial dos bancos de fomento, para assegurar o fluxo de abastecimento e fixação da população nos locais de origem, diminuindo a "migração" para grandes centros urbanos.   Brasil não é diferente dos países do Primeiro Mundo, essa classe de empresários de pequeno porte, dá estabilidade social e financeira à população de baixa renda, que depende das suas próprias mão de obra para desenvolver suas atividades.  


              Não há "política econômica" extensiva aos microempresários, que somados aos grandes, representam uma expressiva parcela na formação do PIB brasileiro.   Justifica-se, essas micro e pequenas empresas "não rendem votos" para os políticos de plantões, que só lembram deles nos anos de eleições, regionais ou nacionais para pedirem apoios, não tendo nada a oferecer em troca, nem uma "política econômica" sustentável para o País, que melhore as condições econômicas dos que se expõe aos riscos inerentes ao "desenvolvimento econômico" do País e também, os micros e pequenos empresários são os maiores consumidores de bens duráveis como automóveis e de imóveis para uso próprio.   Sem essa classe de empresários empreendedores não existiria um país como o Brasil, onde tudo está a ser construído.      


              Saka Sakamori


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