Keiko Fujimori
Os Estados Unidos anunciaram nessa terça-feira, a incorporação do Peru ao Escudo das Américas, uma iniciativa do presidente americano Donald Trump contra o crime organizado no continente sul-americano, onde reúne governos de "direita" da América Latina.
O secretário do Estado, o nosso correspondente ministro de Relações Exteriores no Brasil, que ontem, dia 8, se encontrava na Colômbia como parte de viagem que fará nos próximos dias aos países "alinhados" com a Casa Branca.
Marco Rubio deve se encontrar com a nova presidente peruana, Keiko Fujimori, que já manifestou o desejo de integrar a coalizão internacional de combate ao crime organizado. Afirmou o Marco Rubio, filho de cubanos: "Estamos coordenando esforços para proteger nosso hemisfério das ameaças transnacionais e regionais, dando as boas-vindas a Lima, agora um importante aliado extra OTAN ao Escudo das Américas".
Segundo a grande imprensa, o Peru atravessa sua pior crise de segurança desde conflito armado interno, entre 1980 e 2000, com expansão de grupos criminosos violentos dedicados à extorsão, ao sequestro e aos assassinatos por encomenda. Está igual ao Brasil do Presidente Lula, PT.
Keiko Fujimori é filha primogênita do Alberto Fujimori, que foi presidente do Peru por dois mandatos, assumiu o poder no fim de julho, a filha que prometeu durante a campanha combater com mão de ferro o avanço da criminalidade, como fez seu pai, Alberto Fujimori, engenheiro agrônomo, filho de japoneses, que serviu como Presidente do Peru entre 1990 e 2000, uma figura controversa na política peruana. Quando ocupava o cargo de presidente, o Alberto Fujimori, a sua filha Keiko já atuava no gabinete do presidente, como seu "braço direito" de uma figura "controversa", que esteve exilado no Japão, até conseguir "indulto" pelos crimes cometidos, considerados como "excessos". Seu pai, Alberto Fujimori, ex-presidente, veio a falecer no hospital, na condição de um "preso político". A história me lembra um pouco a trajetória política do Presidente Jair Bolsonaro, atualmente, em prisão domiciliar e do seu filho Flávio Bolsonaro, PL, candidato à Presidência da República. Se este vai conseguir vitória nas próximas eleições, será outro tema deste espaço.
Cada um que fez a leitura deste texto, então, que tirem as suas próprias conclusões, pela semelhança de fatos que vem ocorrendo no Brasil e na América Latina. Lembrando que o Nicolas Maduro, amigo do Presidente Lula está preso na cadeia pública de Nova York, juntamente com a sua mulher, sem querer fazer nenhuma ilação sobre os fatos políticos que estão ocorrendo na América Latina. Única conclusão cristalina que a América Latina está tomando o viés político de direita e o Brasil poderá ou não seguir a tendência política do continente. Tudo está nos votos da população nas próximas eleições.
Saka Sakamori
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Excelente análise, Sr. Sakamori. O que mais chama a atenção no texto é justamente a conexão histórica que o senhor estabelece entre a trajetória de Alberto Fujimori, a ascensão política de Keiko e o atual movimento de aproximação de governos latino-americanos com a política de segurança defendida pelos EUA. A comparação com o cenário brasileiro torna a reflexão ainda mais interessante, sobretudo quando observamos como esses movimentos políticos acabam se repetindo, com diferentes personagens, em momentos distintos da história. No fim, como o senhor muito bem coloca, caberá à população, através do voto, definir qual caminho o Brasil seguirá. Uma leitura realmente muito pertinente para compreender o momento que estamos vivendo na América Latina. 👏🏻
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