Figuras carimbadas


 

Quem faz críticas à administração pública federal, deveria ter em mente, respostas prontas para as minhas observações.  Foi assim que orientei os meus alunos da Escola de Engenharia da UFPR, criticar somente aquilo que tem solução ou as soluções para o assunto em pauta.    Caso contrário, é melhor se recolher num canto e aceitar às situações como se apresentam, mesmo a contragosto.    


            Eu tenho muitas restrições à estrutura atual do Governo federal, sobretudo, nos "gastos públicos", acima da sua capacidade de arrecadação.   Sou contra "financiamento" de gastos primários do Governo federal via "endividamento" ou via emissão de títulos do Tesouro Nacional, que nada mais é do que as Notas Promissórias, cujo vencimentos são de longo prazo, ao mínimo de 1 ano, gerando o pernicioso e constante "déficits primários".   Os vencimentos dos títulos do Tesouro são mais longos conforme a credibilidade dos governantes de plantões.   


           A verdade é que o Governo federal, representado pelo Tesouro Nacional, toma empréstimos no "mercado financeiro" nacional e internacional, pagando a taxa de juros ao nível de Selic ou próximo dele, no curto e no longo prazo.   A taxa Selic praticado no mercado, se pratica próximo de 14% ao ano, muito acima da inflação corrente que está próximo de 5% ao ano, o que corresponde o alto custo real dos empréstimos que o Governo federal, via Tesouro Nacional toma para "rolar" a sua dívida pública, que deverá encerrar o ano de 2026 ao entorno de R$ 10 trilhões.   Você que aplica as suas economias atreladas na taxa Selic, provavelmente, está financiando o Governo federal de plantão.  


           A conta é muito simples, o Tesouro Nacional deverá terminar o ano, com dívida ligeiramente acima de R$ 10 trilhões, pagando juros 14,25%, hoje, que corresponde juros anuais por volta de R$ 1,425 trilhão.   Em tese, para cada cidadão recai o pagamento de juros anuais em cerca de R$ 6,36 mil, independente de ser adulto, idosos ou crianças.    O brasileiro já nasce com a dívida nas costas, independente da sua vontade.    A verdade "escamoteada" ou "disfarçada" é muito cruel !


          Isto tudo, tem a ver com o tamanho do Estado ou do Governo federal, que consome cerca de 50% de tudo que o Tesouro Nacional arrecada, via impostos, contribuições e tarifas.  O Governo brasileiro arrecada igual a um país do Primeiro mundo como Noruega e Suécia e dá retorno à população serviços semelhantes aos pobres países da África.   


           O atual Governo, o do Lula da Silva, carrega estrutura do Governo federal com 38 ministérios, agências regulatórias e sem número de institutos, que em tese prestam serviços aos contribuintes.   Como dito acima, a estrutura do Governo federal equivale a de um país do Primeiro Mundo, arrecadando semelhante a eles, no entanto, prestam serviços semelhantes ao do Burundi, um país centro-africano.   Isto tudo, para quem entende ao menos o mínimo, é de tamanha insensatez para não usar termos pejorativos que a população brasileira não merece.   


            Nos próximos dias, haverá a escolha de Presidente da República de todos nós, que definirá o destino do País, de brasileiros produtivos, de funcionários públicos, do setor do agronegócio, do comércio, dos serviços e das indústrias, que "suam as suas camisas", diariamente, para manter a estrutura do Poder Público, que em muitas situações servem apenas de "cabides de empregos" para os "apadrinhados políticos", de esquerda à direita.    Vamos fazer justiça: a maior parte dos funcionários públicos ajudam carregar esta estrutura monstruosa do Estado brasileiro.   


            Chegada época de eleições para os cargos executivos da área federal e das estaduais, para se proporem as alternativas da postura diante dos grandes desafios das administrações públicas, para "mudar a vida da população brasileira".   As promessas, infelizmente, são as mesmas de sempre!


            Daqui a pouco, o Presidente Lula, PT, estará fazendo discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, a honraria que cabe aos presidentes brasileiros desde o primeiro discurso do chanceler Osvaldo Aranha em 1954.   


            Saka Sakamori

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