Dia da independência?

 

Amanhã, o Brasil comemora  sua independência, dia 7 de setembro.   Na época que eu, ainda, frequentava o antigo "grupo escolar", hoje, ensino fundamental, numa pequena cidade do interior do Paraná, o dia de independência era comemorado com o "desfile de alunos" do ensino fundamental pela avenida principal de uma pequena cidade.   Muitos da minha idade devem se lembrar dos "desfile do dia da independência", de tão importante que era o dia para os reles cidadãos do interior deste imenso país, o Brasil.    


            Um país considerado, até então, colônia do Velho Continente, já mostrava os primeiros sinais de que poderia vir a ser, a 10ª potência econômica do mundo, sobretudo, graças ao setor primário como mineração e agricultura.     No entanto, hoje, como dantes, continuamos na mesma "toada", de ser potência nos setores primários da economia global, apesar da potencialidade do País, em termos de extensão territorial e do setor produtivo, que causa "inveja" aos países do Primeiro Mundo.   


             No entanto, o Brasil é altamente importador de tecnologia e exportador de "mão de obra" para os países do Primeiro Mundo, como os Estados Unidos, Japão e Portugal.   O País exporta "mão de obra qualificada", por falta de oportunidades aquém fronteira.   Somente no Japão, estima-se que esteja "trabalhando", no chão de fábricas das indústrias japonesas número próximo de 250 mil brasileiros, em sua maioria com qualificação do ensino superior.     Os Estados Unidos e o Portugal, também, acolhem número expressivo de brasileiros qualificados, que prestam serviços braçais, num completo desperdício de talentos.    Os governos de plantões do País, fazem de conta que não veem, apesar de ter feito "investimentos" em educação, sobretudo, em nível superior.    


             Como podem ver, o Brasil no dia da sua independência, não tem muito o que comemorar.   Comemorar a "dependência" em tecnologia ?   Comemorar a "exportação de commodities" ao invés de produtos acabados? E, finalmente, comemorar "exportação de mão de obra qualificada" para o Primeiro Mundo?


          Ao mesmo tempo que constatamos a situação "dantesco", que nunca o País assistiu antes, a "briga de comadres" nas seções do STF, a Suprema Corte, que assistimos em tempo real, para a "vergonha" da população brasileira.    Na grande imprensa, o noticiário está repleto de "ladroagem" que envolvem os familiares do Presidente Lula, PT, pelo crime de "subtração de valores" dos aposentados e dos pensionistas, em sua maioria recebendo o miserável "salário mínimo".     


              Finalmente, creio eu, que o Brasil necessita de mudança de comportamento dos mais altos dirigentes do País, para que a Nação tenha a possibilidade de alcançar um lugar cativo no grupo de maiores economia do mundo, o G7, em contraste à atitude do nosso Presidente da República, querendo ocupar o "pódio" destinado às 7 maiores economias do mundo, "na marra".   No dia que comemoramos a "independência" do Brasil, o País deveria estar discutindo a tão necessária "política econômica", ao invés de estar discutindo as "picuinhas" das Cortes Judiciais decidas em suntuosos Palácios, com as benesses e mordomias pagas, lagostas por exemplo, com o dinheiro dos Contribuintes, dos mais ricos aos mais pobres. 


        Comemorar, o quê no dia de independência, se nós Contribuintes somos "escravos" dos insensatos, analfabetos funcionais e dos "pelegos" da  Faria Lima .


            O Brasil só comemorará, se e quando cada segmento da população, o povo, o Governo e os empresários, pensarem em tornar o País independente, rumo ao destino que sempre mereceu estar, estar dentre as 7 maiores potências do mundo, não pela "esperteza", mas pela imposição da realidade brasileira.     É hora de reflexão !


              Saka Sakamori 

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