Brasil carrega dúvida de R$ 10,3 trilhões
Hoje, vou comentar com Vocês, a situação das contas públicas relativo ao Governo federal, para avaliar a "fragilidade e risco" da situação fiscal do Governo federal e mostrar o tamanho da "máquina pública federal" em relação à economia do País. E, tudo isso está sob administração, pasmem, de um "analfabeto funcional", o Presidente Lula da Silva, PT, sem desmerecer a sua "popularidade" perante o eleitorado brasileiro.
De janeiro até julho deste ano, o Governo federal, que engloba o Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, o déficit primário acumulado do ano foi de R$ 81,3 bilhões. Só Previdência Social, acumulou déficit, o dinheiro que falta no ano, de 258,4 bilhões no mesmo período. Maior parte do "déficit público" foi coberto pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central, tornando o resultado "superavitário" em R$ 177,1 bilhões, no acumulado até julho, excluído o pagamento de juros da dívida pública, cujo montante do principal já ultrapassa R$ 9,28 trilhões, prevendo encerrar o ano fiscal de 2026 em R$ 10,3 trilhões.
No tocante à composição e impacto dos gastos do Governo federal, em sua maior parte representada pelas aposentadorias do INSS, que continuam sendo o "fardo" mais pesado do Orçamento público federal. No entanto, os serviços da dívida pública, representado pelos juros, ultrapassaram a marca histórica de R$ 1 trilhão, acumulados nos últimos 12 meses, o que representa cerca de 8% do PIB do corrente ano. O País paga, literalmente, juros de "agiotas".
Comparando com os demais países do mundo ocidental, o volume da dívida pública do País, não está longe das posições dos países desenvolvidos. Porém, a diferença entre a situação do País em relação aos países do Primeiro mundo, são os "riscos" atribuído ao Brasil, sobretudo em razão dos sucessivos "déficits primários", que são os dinheiros que faltam para cobrir as "despesas primárias" do Governo, onde exclui na conta o pagamento de juros da dívida pública. Faz algum tempo que o País não consegue sequer pagar os "juros da sua dívida".
Para melhor compreensão do tema, denomina-se "déficits nominais" quando leva em conta o pagamento dos serviços da dívida pública, os juros e eventuais amortizações. Há muito tempo que a "política fiscal", nome correto e usual para contas públicas, apresenta "superávit primário", para, em tese, pagar ao menos os juros da dívida pública. O Brasil, infelizmente, se encontra na mesma situação de uma pessoa que deve dinheiro para "agiotas" e mal consegue pagar nem ao mínimo os juros vincendos e por esta razão só aumenta o volume da sua dívida.
Diante da situação descrita, Vocês podem entender, o motivo pelo qual, o Banco Central arbitra a taxa Selic ao nível de 13,75% ao ano, contrariando o Presidente Lula. A origem da taxa Selic de ser tão alta, não decorre do "capricho" dos membros do COPOM do Banco Central, como entende o Presidente Lula, um "analfabeto funcional". O motivo do Selic alto é, puramente técnico, para tentar conter a inflação nos atuais níveis, 4,22% ao ano. A "política monetária" do Banco Central tem produzido efeito desejado, mantendo inflação próximo dos países desenvolvidos como os Estados Unidos e União Europeia. No entanto, aqueles países do Primeiro Mundo, trabalham com taxa de juros próximos da inflação, porém, com vencimentos a longo prazo, para manter a situação do Tesouro Nacional, numa posição confortável Alguns países do Primeiro Mundo, trabalham com prazo de vencimento dos seus títulos no prazo de 10 a 20 anos. O Tesouro Nacional trabalha no "over night", rolando dívidas que "está vencendo hoje".
Enquanto o Brasil praticar e conviver com administração pública, nas mãos de um analfabeto funcional, em que nada entende do que é a "política fiscal" responsável, o País estará "sempre" na "contra mão" de uma política de "desenvolvimento sustentável", praticada pelos países do G7, grupo de 7 maiores economias do mundo. Na minha opinião, desta forma descrita acima, o Brasil continuará sendo tratado como "quintal" dos países economicamente sustentáveis, não apenas pelos discursos na ONU, mas pela constatação de dados como acima mostrados. Se o Brasil não é quintal dos Estados Unidos, certamente, será o da China. Falta aos administradores públicos, seriedade com nos tratos do dinheiro público, que nada mais é do que de cada cidadão e de cada cidadã.
Saka Sakamori

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