Santa Cruz da Cabrália
O País, infelizmente, vai continuar na situação que está, hoje, social e economicamente, pobre, independente de quem venha vencer as próximas eleições para o posto de Presidente da República. Faltam aos candidatos apresentarem os seus "programas de governo", que indiquem claramente, a "política fiscal" e a "política econômica", sobretudos. A "política monetária, como todos sabem, é de encargo e de responsabilidade do Banco Central do Brasil, que "em tese", deveria funcionar com total independência do Poder Executivo para garantir o "poder de compra da moeda nacional, o Real". O Banco Central de todos os países do ocidente, funciona, funciona "quase independente" do Poder Executivo de qualquer país democrático.
O Banco Central do Brasil, vem desempenhando a sua função de manter o poder de compra do Real, sobretudo em relação às outras moedas como o Dólar americano ou Euro da União Europeia. As transações com outros países, em grande parte, são feitos em Dólar americano e as "compensações" são feitas no sistema "Swifit" ou Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication, que é uma cooperativa internacional com sede em Bruxelas, fundada em 1973, fundada pelos 239 bancos de 15 países, com o objetivo de comunicação global entre seus participantes, bem como padronizar as transações financeiras internacionais.
Há outras formas de compensações financeiras entre países, como os dos membros do BRICS, onde algumas operações, sobretudo entre os membros, não todas, são feitas em "moeda local". Esta última forma de compensações, não vem garantindo total adoção, mesmo entre os membros do BRICS, por falta absoluta de "compensações comerciais e financeiras", com os Estados Unidos e com o bloco de países da União Europeia, além de países importantes como Coreia do Sul e Japão. No âmbito do Mercosul, há uma tentativa de negociar produtos ou serviços em moeda local, que, só tem liquidez dentro do mesmo bloco de países. A tentativa de criar moeda única para o Mercosul, não tem chance de acontecer no curto ou médio prazo.
A dificuldade de adoção da moeda regional, que poderia ser o "Real", encontra barreira no nosso próprio país, o Brasil "não tem política fiscal" responsável, que, vem apresentando sucessivos "déficits primários" e muito menos de uma "política econômica" que oriente ou que dê "direcionamento" ao setor produtivo brasileiro. O setor produtivo brasileiro continua, como sempre esteve, "sem pai e sem mãe" e vive da própria "sorte". Brasil já teve grandes empresários como o Francisco Matarazzo, Ermínio de Moraes e mais recente, o Benjamin Steinbruch, no passado. Felizmente, hoje, há no Brasil, empresários ícones que vou deixar de citar nomes, porque a lista é extensa, felizmente.
Infelizmente, o poder público consome mais de 1/3 de que todo o País produz ou que os empresários empreendedores, os antigos e os novos movem a economia do País, no meio de "política fiscal" irresponsável dos governos de plantões, de diversos matizes ideológicos. A carga tributária no Brasil se iguala às dos países desenvolvidas do planeta, porém, a contraprestação de serviços públicos são de "terceiro mundo". Infelizmente, os empresários encastelados na Avenida Faria Lima, usam os políticos, atuais e passados, de todas matizes ideológicas para os seus próprios benefícios. Os políticos de plantões, como o atual Presidente Lula, não representam os reais interesses do povo brasileiro, onde estou inserido, contribuindo através de impostos para mantê-los no "ar condicionados" dos enormes Palácios erguidos no Planalto Central, onde o Presidente da República reclama da distância da sua sala de estar ao cafezinho, no mesmo andar, no suntuoso Palácio da Alvorada, com piscina e onde os "emas" circulam no seu jardim.
O resumo deste comentário é que "não há uma política econômica", essencial para qualquer país do mundo desenvolvido ou em desenvolvimento. O Brasil é um nau sem rumo, sem bússola, igual nau do Pedro Álvares Cabral, que por engano na rota, descobriu a terra de Santa Cruz da Cabrália.
Ossami Sakamori
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