Brasil tem potencial para ocupar G7

 

Na época das campanhas eleitorais, você percebe que o País está completamente despreparado para os novos desafios do "desenvolvimento sustentável" para o País, no sentido global, onde se inclui o desenvolvimento econômico, científico e humano.    Pelo contrário, os candidatos que tem se apresentado como pretendente ao posto de Presidência da República, o atual e os pretendentes a guiar os "destinos" do País, não apresentam os "planos do Governo" no sentido mais explícito, envolvendo a "política fiscal" e a "política econômica" e um esboço do que poderia ser a "política monetária".   Esta última, depende do Banco Central do País.   


          No entanto, o futuro dirigente da Nação que tem incumbência de "indicar um nome" para a Presidente do Banco Central que tenha algum "alinhamento político" com as políticas fiscais e econômicas dos pretensos Governos, o atual ou alguém que venha substituí-lo nos próximos 4 anos, à partir do 1º de janeiro do ano próximo.     

            A "política fiscal", a principal diretriz do Governo federal, está vinculada diretamente ao "tamanho" do Estado, mais abrangentes ou menos abrangentes, conforme vontade do futuro Presidente da República.    O atual governo, o do Presidente Lula, tem 38 ministérios, com a estrutura composta de várias Secretarias, que abrangem cada os serviços ou cada atividade de encargo do Governo federal.    Em qualquer parte do mundo, as atividades específicas são administradas por órgãos permanentes e autônomos, com os corpos próprios, que administram "independente" dos interesses dos "governantes de plantões".    Isto nos países desenvolvidos, mas, no Brasil uma boa parte dos cargos são preenchidos com pessoas que representam o grupo político mandante.   


             O Governo federal possui cerca de 570 mil servidores públicos civis ativos e cerca de 1 milhão de aposentados e pensionistas vinculados à União.   Quem paga é Você, via Tesouro Nacional, faça sol, faça chuva.   Soma-se a isso, os servidores não concursados, terceirizados que executam diversos serviços vinculados ao Governo federal, que são se torna impossível determinar o número exato de servidores não concursados.       


        Às despesas do pessoal, soma-se as despesas de manutenção dos edifícios, próprios ou locados, número expressivo, normalmente, ao encargo de serviços terceirizados.   As instituições públicas como Banco Central do Brasil, Serpro, IBGE, as Universidades Federais, as Forças Armadas, tem, também, as despesas de manutenções dos Palácios da Esplanada dos Ministérios.  Sem contar com as despesas de viagens do Presidente da República e da sua mulher, além das despesas de deslocamento dos servidores de alto escalão e inúmeras despesas que deixo de reproduzir aqui, dito as mordomias em hotéis de luxo, por falta absoluta de espaço.   Tudo isto está dentro da "Política Fiscal" do Governo.   Ufa !


        Os serviços da "dívida pública federal" que correspondes aos serviços e juros da Dívida Pública administrado pelo Tesouro Nacional é contabilizada como "déficits nominais", que são acrescidos à "dívida pública federal", despesas não cobertas com os recursos da arrecadação de tributos, contribuições e tarifas.     Estima-se que a dívida pública federal ou do Tesouro Nacional, hoje, já ultrapassa os R$ 10,6 trilhões, conforme critério e forma de apresentação.

            

             A administração da "moeda circulante" no País, nós já comentamos, que é de responsabilidade do "Banco Central do Brasil", via taxa básica de juros Selic, para renovação dos títulos vincendos do Tesouro Nacional, pagando os "juros exorbitantes", à base da taxa Selic, hoje em 14% ao ano, para títulos novos ou renovação dos antigos.    Os juros reais, do Brasil, são as maiores do mundo, atraindo recursos estrangeiros, para rentabilidade difícil de encontrar no cenário financeiro internacional.    O Governo federal, via Tesouro Nacional paga "juros de agiotas".   


           E, finalmente, a "política econômica" que deveria ser a mais importante numa Administração Pública federal, ela é "completamente esquecida ou ignorada", pelos administradores públicos de plantões.    A "política econômica" deveria balizar o fluxo de investimentos no "setor produtivo", importante para o desenvolvimento do País, como investimento em infraestrutura rodoviária e ferroviária, bem como "incentivos fiscais" pontuais em áreas sensíveis e estratégicas, como energia, saneamento e infraestruturas.   Nem sempre, os setores de infraestruturas atraem investimentos da área privada, por exigir grande volume de investimentos, sem uma garantia segura de uma rentabilidade.    Tem sido utilizado, hoje em dia, uma forma híbrida de investimentos denominados de PPP ou Parcerias Públicas e Privadas, que é um subterfúgio para as administrações públicas mostrarem as suas incompetências.     


          Dentro desta "política econômica", um setor que merece atenção especial é o setor agropecuário, que tem rendido ao País "reservas cambiais" importantes para importação de produtos e insumos estratégicos, de indústrias e de serviços de pontas.   Grosso modo, podemos afirmar que não há "política econômica" no Pais.    Isto é o principal fator do atraso do desenvolvimento do País em relação aos Estados Unidos e União Europeia.   O Brasil se distancia cada vez mais dos países desenvolvidos, nivelando-se aos países do Oriente Médio ou países subdesenvolvidos da África.   


             Enfim, uma política responsável, necessariamente terá que passar por uma "política fiscal" equilibrada e de uma "política econômica" que mostre "uma luz no final do túnel".   A "política monetária" está sendo conduzida, dentro do possível, pelo Banco Central, de forma "ortodoxia" para um país "heterodoxia".     Grosso modo, estão elencados os pontos importantes para Presidente da República, que irá governar a vida de 224 milhões de cidadãs brasileiras.  


             Cabe a cada um de nós, "cobrar" dos futuros dirigentes do País, os pontos "importantes" que coloque o Brasil, ao mínimo, como aspirante à 8ª economia do mundo, por merecimento.    Pelo pouco conhecimento "macroeconômico" que eu tenho, posso afirmar que o Brasil, em querendo, pode almejar um lugar, como membro permanente do G7.   Não é sonho, é realidade !    


            Ossami Sakamori

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