A teoria do "caos", a quem interessa...
Acompanho com tristeza o que se passa com o setor produtivo brasileiro. Independente de ser do setor industrial ou de serviços, neste último, incluindo o setor agropecuário, as empresas brasileiras, com raras exceções, estão passando por fase crítica, com estagnação ou insolvência. O quadro econômico deverá agravar ainda mais até o final deste ano, ao mínimo. Não sou pregador da "teoria do caos", onde "quanto pior, é melhor". Sobretudo, antes das eleições presidenciais, a situação descrita é desejada pelo campo da ideologia da direita ou quanto da ideologia da esquerda.
No ambiente de "caos econômico", para ambos lados, situação e oposição tem seus próprios motivos para basearem as suas propostas de Governo. É assim que funciona a política eleitoreira no País desde o período da redemocratização, com o Governo Sarney, com o falecimento do Tancredo Neves, assumiu o leme do País, ainda no Hospital da Capital Federal. O ambiente de "caos econômico" que passa o País, as grandes empresas, de todos os setores, estão entrando em "recuperação judicial", não porque querem, mas, para não entrar na situação de "falência". Como o País é "retrato" do setor produtivo, seja industrial ou comercial, podemos afirmar, "sem medo de errar", que o Brasil está passando por um dos piores fases da economia, desde a "redemocratização".
Para quem acompanha os meus comentários neste espaço cedido pelo Google, o Governo federal, incluindo a própria máquina do poder, que incluem as autarquias, empresas de economias mistas e entidades e órgãos reguladores, respondem ao grosso modo com 50% do PIB nacional. É onde, atuam o Poder Executivo, em disputa nas eleições do próximo dia 4 de outubro.
O Governo federal, representado pelo Presidente da República, deveria implementar uma "política econômica" para o setor produtivo, preocupando-se tão somente na "política fiscal", que nem ao menos consegue fechar no "positivo", agravando ainda mais a situação da dívida pública da União, que já ultrapassa os R$ 10,6 trilhões. Curiosamente, um brasileirinho ou uma brasileirinha que nasce, já vem carregado de R$ 47.300,00 da dívida pública da União.
Os principais candidatos ao cargo de Presidente da República, ao invés de ficar discutindo as suas "picuinhas", deveria estar discutindo a "política econômica" para o País, diante da grave crise que o Brasil se encontra. Os principais candidatos, da "esquerda" e da "direita", até este momento, não apresentou nenhum plano do Governo que trate da questão da "dívida pública" e muito menos a "política econômica" que oriente o setor produtivo brasileiro, diante da grave situação econômica que passa o País.
Pensem bem... A quem interessa a situação atual, a de um verdadeiro "caos econômico e social" ? Não seja Você a peça de manobra de "políticos de plantões e de ocasiões". A teoria do "caos": Quanto mais pior, melhor !
Ossami Sakamori

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