A dívida pública do Brasil está assim !
No período próximo das eleições para o posto de Presidente da República é normal que as empresas "tirem o pé do acelerador" nas suas atividades e exatamente este motivo acaba causando "efeitos colaterais" graves para o País.
Disse, o presidente do Banco Central, Daniel Galiporo: "Não dá para ficar contente com uma notícia de que o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu". O crédito que um banco ou uma instituição financeira é a dívida que alguém tomou, que em outras palavras quer dizer na "rolagem da dívida" ou "renovação de uma dívida antiga". Muitos poucos são créditos para expansão de suas atividades. É a realidade brasileira na atual conjuntura.
Disse o Galípolo que a "maior razão do endividamento é a dívida", no evento realizado pela Febraban durante a abertura do evento Febraban Tech 2026, em São Paulo. A afirmação do presidente do Banco Central, a primeira vista, pode parecer "normal", mas, ao mesmo tempo "esconde a grave realidade do setor produtivo brasileiro" As empresas brasileiras, do setor primário ao do setor terciário, "não estão conseguindo honrar os compromissos assumidos", devido à atual conjuntura econômica do País, a terrível palavra que todos, o Governo, os bancos e a iniciativa privada não querem assumir, a "estagnação da economia" neste metade do ano já vencido, avançando na segunda metade do ano.
O resultado concreto é a insolvência de algumas empresas como a Casa Bahia, grupo Mateus e algumas outras empresas já se preparando para a "recuperação judicial". Ontem, a Braskem, que já estava em dificuldade financeira, pediu a "recuperação judicial". A esta situação se denomina "efeito cascata" ou "efeito dominó", onde as empresas maiores vão levando consigo a "insolvência" das empresas fornecedoras de menores portes.
Estamos a falar do setor privado, porém, mais dias, menos dias, o efeito vai chegar no Governo federal e aos governos locais que deixam de arrecadar os impostos para a sua manutenção, o terrível efeito macroeconômico, que denominamos de "efeito cascata". O fenômeno não se circunscreve nas "empresas mães", as grandes empresas, mas, o efeito se alastram, como se alastram o fogo num campo seco sobre as empresas fornecedoras de produtos e serviços para as "empresas mães".
Presidente Daniel Galípolo, tenta chamar atenção do Governo federal, porque não é função do Banco Central cuidar da "política fiscal" e muito menos da "política econômica". Banco Central tem feito a sua parte que é "controlar" ou "tentar controlar" a inflação ou o "poder de compra" da população, praticando a "política monetária". O resultado das medidas do Banco Central, tem feito com que a inflação corrente esteja ligeiramente acima do teto da meta, hoje, em 3% + 1,5% para cima ou para baixo. A inflação anda por volta de 5% ao ano, o que, significa que a política monetária do Banco Central está na direção correta.
A principal causa da inflação é o "descontrole dos gastos públicos", provocando os sucessivos "déficits primários", que é o "dinheiro que falta" para pagamentos das despesas do Governo federal, mesmo antes de considerar o "pagamento de juros da dívida" do Tesouro Nacional, cujo montante já ultrapassa os R$ 10,6 trilhões, número próximo do PIB do ano de 2025 em R$ 12,7 trilhões. A relação dívida/ PIB se assemelha aos dos países desenvolvidos do planeta, cuja contraprestação de serviços não se compara ao do Brasil.
Saka Sakamori

A principal causa da inflação é o "descontrole dos gastos públicos", acho que acertou em cheio
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