A B3 reflete o momento que o Brasil vive
Hoje, vou dar minha pitada de opinião sobre o mercado financeiro, onde tenho mais afinidade com os assuntos tratados pela imprensa nacional e internacional. Através de canais como Bloomberg, acompanho a movimentação do mercado financeiro "real time" sobre tudo que acontece no mercado financeiro global, de Tóquio à Nova York, passando pela Bolsa de Paris e Londres. Acompanho de perto o preço do petróleo, "real time" no mercado de Londres e de Nova York, onde as Bolsas europeias e asiáticas abrem ligeiramente, antes das Bolsas brasileiras de valores e de commodities. Os canais estão disponíveis em qualquer TV por assinatura ou através de canais disponíveis na internet.
O mercado de ações, ontem, operou com os investidores estrangeiros comprando, que "levou" a B3 ao próximo do "número mágico" de 200 mil pontos e que ajudou o dólar americano a operar nos menores patamares no primeiro semestre, desde 2024, porém, voltou a recuar neste mês de agosto, em meio a incerteza sobre conflito no Irã. Na minha análise, os piores momentos já se passaram.
Segundo dados da B3, o saldo dos investidores estrangeiros está "negativo" em R$ 7,2 bilhões neste mês, porém o saldo acumulado do ano permanece "positivo" em R$ 33,8 bilhões. Ainda, assim, o mês de agosto, está figurando como o pior saldo do ano, atrás apenas do mês de maio.
Como vocês sabem, o mercado financeiro é sensível a qualquer acontecimento no plano internacional e no plano nacional. No plano internacional tem o conflito entre Estados Unidos e Irã e no plano interno tem a disputa pelo cargo de Presidente da República entre o atual Presidente Lula, PT e o principal candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, PL. Por enquanto, as pesquisas mostram "empate técnico" entre o atual Presidente e o principal candidato da oposição.
A Faria Lima, avenida que concentra os grandes empresários brasileiros, apostam no candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, PL, pela "política econômica", apresentada pela Daniella Marques, oriundo da iniciativa privada, que defende as teses da "economia liberal", da linha mais conhecida como a da "escola" da Chicago University, embora, a tal universidade nunca tenha se pronunciado sobre o tema e nem iria se pronunciar. Por outro lado a "política econômica", inexistente no governo do Presidente Lula, com a "política fiscal" de contínuo "déficit primário", fortemente, abominado pelos empresários da Faria Lima.
Por enquanto, a Faria Lima aposta no "empate técnico", onde o pior já conhece, que é a ausência de uma "política econômica" do Presidente Lula e por outro lado a "insegurança" num eventual governo do Flávio Bolsonaro, PL, pela inexperiência na área administrativa do Governo da República e que apresenta um "esboço da política econômica" da sua principal assessora, Daniela Marques, mentora do plano econômico do candidato da oposição, não detalhada, até este momento.
Por enquanto, o mercado financeiro, que, reflete a posição da Faria Lima, anda com "dois pés atrás". Um pela possibilidade da continuidade do Governo Lula e outro pelo plano incerto do candidato Flávio Bolsonaro. O mercado financeiro reflete esta posição.
Por enquanto, só vejo, exacerbação de "egos" de cada um, sem mostrar od reais planos para projetar o Brasil no cenário internacional, sobretudo, na área econômica, sem o que é impossível, na minha opinião, elevar o nível financeiro e cultural do povo brasileiro. Os candidatos deveriam, cada um, descer dos seus próprios pedestais construídos pelos próprios e ouvir os reclamos da própria população brasileira. Eles são candidatos de si próprios ! Com chapéu e sem chapéu, únicas diferenças.
Ossami Sakamori

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