O despreparo do Brasil no contexto global
A grande imprensa brasileira noticiou, ontem, quarta-feira, um pacote de "apoio financeiro" voltado aos exportadores prejudicados pela elevação de tarifas de importação por parte dos Estados Unidos, União Europeia e China, nos últimos dias. O programa prevê a oferta de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para exportadores de diferentes segmentos da economia e também para companhias afetadas pelos efeitos da guerra no Oriente Médio. O anúncio foi feito pelo Presidente Lula, que também confirmou a sanção da lei que destina R$ 15 bilhões ao Plano Brasil Soberano, mecanismo criado para ampliar o acesso ao crédito pelos microempresários, no momento de instabilidade no comércio internacional, segundo o Governo.
As medidas anunciadas, só vem confirmar a ausência de uma "política econômica" que direcione o setor produtivo brasileiro, do agronegócio ao setor industrial no contexto global. Brasil do Presidente Lula é feito de sucessivos "improvisos", que atendem os setores que são afetados com as "medidas retaliatórias", do momento, que prejudicam o setor produtivo brasileiro. O setor produtivo brasileiro, do agronegócio ao setor industrial, vivem situações de completo abandono, que só é lembrado nos momentos que afetam a "balança comercial" brasileira, para atender as situações de empresas apoiadores do Presidente Lula, PT. Entre estas empresas, estão as relacionadas aos irmãos Batistas do setor de alimentos e de infraestrutura. O apoio do Governo deveria atender o "setor produtivo" como um todo!
Uma coisa é certa, o setor produtivo brasileiro é extremamente "competitivo", sobretudo nas áreas de mineração e de produtos agropecuários, apesar de merecerem "pouca importância" dos governos de plantões, nos momentos "fora das crises". Não há no Brasil, uma "política econômica", que oriente o setor produtivo brasileiro, senão por programas pontuais, como "crédito agrícola" no setor mais importantes do País e por alguma forma de financiamento ao setor industrial pelo banco de fomento, o BNDES. Os programas citados aqui, já vem de longo tempo, que transcendem aos governos de plantões. Mesmo estes créditos que "alavancam" o desenvolvimento do País, são considerados como "benesses" pelos governos de plantões. O governo do Presidente Lula não é nada diferente dos governos passados. Os créditos que "alavancam" o desenvolvimento do País, como os já citados, são considerados como se fossem "favores prestados" pelo governo do Presidente Lula, PT.
Há um forte componente ideológico nos anúncio das medidas, como se os "créditos" ou "benefícios fiscais" concedidos por Governo da vez, fossem a "marca registrada" do governo do Presidente Lula ou do governo do PT. As medidas anunciadas, são de natureza temporária, que não atendem os requisitos mínimos de uma "política econômica", que deveriam atender o "setor produtivo" brasileiro no longo prazo, do que "medidas temporárias" que atendem apenas os problemas do "momento". O que o Governo faz, seria como oferecer "sorvete" para pessoa que está com "fome".
O episódio das medidas do Governo federal para enfrentar as "tarifas de importações" dos Estados Unidos, União Europeia e da China, só vem confirmar que o Brasil como Nação está despreparado para fazer parte do grupo de países mais desenvolvidos do planeta. O momento é de "reflexão", tendo em vista a escolha dos novos dirigentes do País, no próximo dia 4 de outubro. É a vez do "povo", ao qual me incluo, manifestar a escolha dos "novos rostos" e dos "novos propósitos" para o País de todos 224 milhões de brasileiros!
Ossami Sakamori
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