Caiado, candidato à Presidência da República

 

A convenção do PSD ratificou nesse domingo, 26, o nome do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como candidato à Presidência será marcada por simbolismos e ausências evidentes de lideranças políticas fora do partido de sustentação, o PSD.  O Partido de sustentação do Ronaldo Caiado é o partido do Gilberto Kassab, ex-prefeito da cidade de São Paulo, que sempre age "atrás da moita", esperando oportunidade para fazer a dar sua tacada no "último minuto" do segundo tempo, como se diz na linguagem do futebol.


           Eu o conheci, o Kassab, pessoalmente, na oportunidade que ele ocupava o Ministério das Comunicações no governo do então Michel Temer, cuja pasta abrangia os seguimentos de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.   Gilberto Kassab foi prefeito de São Paulo entre 2006 e 2012 como governador do Estado de São Paulo.   Atualmente, ele é candidato a Vice-presidente na chapa do Ronaldo Caiado, PSD, que renunciou o cargo de governador do estado de Goiás para concorrer na eleição presidencial deste ano, 2026.


           Disse o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na convenção que realizou ontem, dia 26 de julho:  "Eu não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab, que enfrentou todos aqueles que achavam que podiam calar o Brasil e que não teria mais nenhum candidato fora da polarização" e profetizou: "se eleito, vai implantar um "novo modelo de governo", sem definir exatamente, que modelo seria.   


             Segundo a grande imprensa, o Ronaldo Caiado, PSD, enfrentaria os principais candidatos pela situação, Lula da Silva, PT e Flávio Bolsonaro, PL, como "oposição" a ambos.    Para quem conhece a trajetória política do seu mentor, o Gilberto Kassab, o candidato Ronaldo Caiado, PSD, veio para "negociar" posição, no "segundo turno", com um dos candidatos, aquele que oferecer melhores condições e propostas do Governo.  


             É a maneira de governar do PSD, desde os imemoriais tempos.    Eles, o Caiado e o Kassab, sabem que não tem estrutura e apoio para "governar sozinhos".    Está entrando para "rachar os apoios" e associar-se com o lado que oferecer melhores condições para a estrutura do PSD.   Nada muda no quartel de Abrantes ...  Política é assim mesmo, caminha sempre atrás de interesses pessoais.  Objetivamente, falando, gostando ou não gostando, Caiado tem igual chance dos outros candidatos de ganhar a eleição presidencial deste ano.


         Uma coisa é certa, nenhum candidato conseguirá 51% dos votos no primeiro turno, portanto, haverá o segundo turno, com certeza!   Isto pode entender como manobra política do Gilberto Kassab, PSD, para fortalecer o partido em nível nacional.       


             Ossami Sakamori

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