Brasil é um reles país do futuro
O principal obstáculo para formulação da "política fiscal" e da "política econômica" de qualquer país, é o próprio entendimento destes agentes políticos e privados, sem os critérios que as ciências econômicas recomendam. Em qualquer governo, seja ele de ideologia socialista ou capitalista, não tem como fugir dos temas importantes para o "desenvolvimento" do país como os que abordaremos na sequência. São as condições "sine qua non" ou "essenciais" para qualquer país sério.
Serei breve, para passar para vocês, as noções básicas sobre os temas, essenciais para "analisar ou julgar" o desempenho de cada Governo, sob ponto de vista da administração de recursos arrecadadas da sua própria população, sejam eles, empresários, funcionários públicos ou prestadores de serviços da área privada, com ou sem vínculo empregatício. Todos fazem parte deste jogo político que mexe com o "bolso" do cidadão ou da cidadã brasileira, que participam como contribuinte dos "impostos", de "imposição".
A política fiscal, essencialmente, diz respeito aos gastos dos Governos, federal, estaduais e municipais. Vamos tratar aqui sobre a política fiscal do Governo federal, para facilitar o entendimento de cada um ou de cada uma. A "política fiscal" se entende como "receitas e despesas" do Governo federal, incluído nesta os serviços da dívida pública. Na parte das receitas, engloba as arrecadações de impostos, contribuições e tarifas da área federal, seja de forma direta ou indireta. Na parte das despesas, conta o pagamento da folha dos funcionários públicos federais, de trabalhadores terceirizados e despesas inerentes ao funcionamento dos serviços públicos de jurisdição do Governo federal, incluído os serviços da dívida pública do Governo federal, como juros e amortizações da suas dívida. Denomina-se "déficit primário" quando a arrecadação do Governo federal não cobre as "despesas correntes", muito menos os serviços da dívida pública federal. Numa economia sadia, não deveria haver "déficit primário", que em macroeconomia é considerado como uma "anomalia", que demonstra a incompetência dos Governos de plantões.
Quando a conta do Governo federal, que engloba os serviços da dívida pública, os juros e amortizações, denomina-se a tal situação de "contas nominais". Há alguns anos que o Governo federal não consegue gerar um "superávit primário" por absoluta falta de competência dos governantes de plantões, muito menos de um "superávit nominal". Na minha opinião, o caso do Brasil é tão grave que deveria haver "penalidades" como perda de mandato para os administradores públicos irresponsáveis que não conseguem fechar as suas contas, apesar da cobrança de impostos, tarifas e contribuições abusivas, acima da capacidade de pagamento dos seus cidadãos. Isto não é discurso... Isto é a pura e triste realidade brasileira!
Por outro lado, falta uma "política econômica" que engloba, além da "política fiscal", diretrizes para o desenvolvimento sustentável do País, que conta com a participação da "iniciativa privada", como os setores do comércio, indústria e de serviços nos faz "regredir" em relação aos maiores economias do mundo. O governo federal, como em qualquer parte do mundo global, inclusive nos países socialistas, deveria estabelecer as suas metas e diretrizes para o desenvolvimento econômico, contando com a força da iniciativa privada, como os dos setores de serviços, do comércio e da indústria, além da força do poder público, a quem compete a administração dos serviços públicos. A política econômica deveria contar com a "participação efetiva" do setor produtivo privado, através das entidades representativas de cada setor como Federações das Indústrias e entidades representativas do comércio e de serviços.
Não será desta vez e nunca será no futuro, de um Presidente da República, analfabeto funcional, que ditará as regras de uma boa administração pública e regras claras de uma "política econômica" para o setor privado, se não consegue enxergar os próprios umbigos.
Enfim, um país que é ou espero que seja um País, minimamente, sério, deveria ter uma "política fiscal" equilibrada e uma "política econômica" que indique o "rumo para o desenvolvimento sustentável". Ao fazer avaliação dos países além fronteira, do ocidente ao oriente e do hemisfério norte ao hemisfério sul, dos países socialistas aos democráticos e dos maiores a menores economias do planeta, se baseiam e obedecem as suas próprias "políticas fiscais" e "políticas econômicas" adequadas a cada país, de todas matizes ideológicas, rejeitadas pelos governantes de plantões do País. A ausência destes requisitos mínimos, os analistas macroeconômicos, dos organismos internacionais e do setor financeiro global veem o Brasil como sendo um país "subdesenvolvido" ou com péssimos indicadores sociais e econômicos". Dentro deste critério objetivo, o Brasil é considerado como um país "subdesenvolvido", por absoluta falta de parâmetros para a sua correta avaliação. Dentro dos mesmos indicadores, os minúsculos países como a Singapura ou a Coreia do Sul são considerados como país "desenvolvido" ou "em desenvolvimento".
Resta para nós, os reles cidadãos, eleger dirigente ou dirigentes do País que observe os requisitos mínimos estabelecidos pelas ciências macroeconômicas para que o Brasil venha a ocupar posição de destaque dentre as maiores e melhores economias do mundo, por merecimento. Está mais do que na hora do País sair da situação de "achismo", pelos analfabetos funcionais de plantões, na política e na economia, para se tornar um país soberano por merecimento. O Brasil tem potencial para se colocar entre membros das maiores economias do mundo, como G7. Ao contrário, neste momento, infelizmente, o País está povoado de "analfabetos funcionais" à semelhança do seu Presidente da República, que não faz absolutamene nada para colocar o Brasil como ícone de um país "bem sucedido". A figura do topo como condutor da "política fiscal" e de uma "política econômica" ou ausência delas é a demonstração inequívoca de que o Brasil é apenas um "reles" país do futuro, apesar da potencialidade de dar inveja aos administradores públicos do Primeiro mundo.
Ossami Sakamori
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Infelizmente em nosso país ainda quem escolhe o presidente a maioria depende de bolsa família, bolsa isso, bolsa aquilo, é pra eles está bom assim. Concordo sobre a pena de lei aos administradores políticos irresponsáveis e perderem seu mandato e ainda responderem por improbidade pública. Excelente abordagem sobre a diferença entre política fiscal e política econômica, o que nosso presidente parece não entender nada. . Entender esses fundamentos ajuda a avaliar com mais critério os desafios e as decisões que impactam o crescimento do país.”
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