Brasil do Lula da Silva


O País que não segue nenhuma regra fiscal, sob o ponto de vista "macroeconômico", como vem acontecendo no Brasil nos últimos 25 anos, um quarto de século, será difícil o País vir a ocupar "posição de vanguarda" na economia global.      Dificilmente, o nosso País fará parte do G7 ou uma das 7 maiores economias do mundo, liderados pelos Estados Unidos e composto pela Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido.  Além desses sete países, participa a União Europeia como membro efetivo.   A China, apesar do tamanho da economia, não participa do G7 e muito menos o Brasil, considerado a 10ª economia do mundo, assim como a China e a Rússia, países importantes na economia global.    


            O Brasil continuará sendo tratado como um país do "terceiro mundo", como é tratado, pejorativamente, pelos países do mundo desenvolvido.     Não é por culpa deles, mas por nossa própria mazela, de não fazer o "dever de casa" como fazem os países do "primeiro mundo", com maior ou menor grau de rigidez.    Cada país tem as suas próprias justificativas, bem fundamentadas, para aprovação nos respectivos parlamentos e aceitação da própria população.    


            O Brasil é um país feito de "improvisos", sem obedecer os pilares importantes da "macroeconomia", que na essência, são: uma "política econômica" que oriente o setor produtivo do País, baseado em "vocações naturais", tendo ou não extensão territorial e mão de obra em quantidade e qualidade prontos para serem utilizados.   Aliado à política econômica, adequada à vocação própria do País, com extensão territorial imenso, há que ter uma "política fiscal" equilibrada, com o tamanho de ônus que a população pode suportar.    


              Se nós imaginarmos que a Alemanha ou o Japão, com extensão territorial que não chega ao tamanho do estado de Mato Grosso do Sul, com número de habitantes, 84 milhões na Alemanha ou 123 milhões no Japão, ocupam posição de terceira e quarta economia do planeta, com o PIB próximo do dobro do Brasil, há que se pensar seriamente, onde erramos por não estarmos ocupando "posição de destaque" na economia global.    O Brasil possui 8,5 milhões de km2 e 214 milhões de habitantes, um número que supera as maiores economias do mundo, a Alemanha e o Japão, mas figuramos na 10ª colocação no ranking do PIB global.    O País do Presidente Lula, se contenta em ser a "rabeira do mundo", tal qual "síndrome do cachorro magro", abrigado na proteção dos Estados Unidos ou da China.    O Brasil, infelizmente, se submete à vontade e interesse das maiores economias do mundo, perdendo a sua própria identidade de outrora País do futuro.    Formado como engenheiro há mais de 50 anos e então professor da UFPR, ouço a mesma "ladainha" dos Presidentes da República de plantões, de que o Brasil é um país do futuro.    Este futuro está demorando a chegar!   Oxalá, as gerações futuras possam se orgulhar do País pujante, fazendo parte, por mérito, do G7 ou G7 +1.


                     Argumentar que o atraso do Brasil se deve a falta de mão de obra qualificada é uma falácia que não coaduna com a realidade do País.  O Brasil  continua sendo um dos maiores fornecedores de mão de obra qualificada aos países do primeiro mundo como a Alemanha e o próprio Japão.    Formamos mão de obra qualificada em nível de escolaridade superior, que vai prestar serviços nos países desenvolvidos como mão de obra, não qualificada, apesar de maioria destes emigrantes, os nossos, terem o ensino médio ou ensino superior completo.    É um desperdício total, a "subutilização" por falta absoluta de uma "política econômica" que vise o aproveitamento do pessoal nos postos de maior relevância econômica.     Somente no Japão, trabalha próximo de 300 mil brasileiros, muitos deles com nível superior, trabalhando na condição de "operário", prestando serviços braçais em empresas terceirizadas de grandes empresas globais japonesas.  


            Na época das eleições, sobretudo em nível nacional, como que vivemos hoje, "de repente", aparecem candidatos à Presidência da República, o atual e o da oposição, oferecendo soluções para o "desenvolvimento do País", com políticas públicas de "prazos vencidos", pela "enésima vez", com uma vaga promessa de criar emprego e renda da população menos favorecida.     A promessa de "levar comida para os pobres" é do atual Presidente da República, que de alguma forma está na berlinda das decisões políticas desde 2002, quando o Presidente Lula, um metalúrgico de Santo André, foi eleito à frente das decisões políticas, na condição de "situação" ou de "oposição".    O PT, Partido dos Trabalhadores, está no núcleo de decisões políticas importantes do País, há mais de duas décadas.     Lula da Silva, o atual Presidente da República, não é nenhuma figura nova e nem carrega  a "aura" da mudança  social e econômica para o Brasil.   É a repetição dos "mesmices", de um País pobre em lideranças políticas.    


           O Presidente Lula não conseguiu colocar o Brasil no mesmo patamar de desenvolvimento dos países do G7, as 7 maiores economias do mundo, apesar do País ter as condições de "dar inveja" aos países que regem maior parte da economia do mundo, apesar do Brasil fazer parte do outro grupo econômico, o BRICS.    Mesmo dentro do novo bloco de países "em desenvolvimento", o País é extremamente dependente do maior país do bloco, a China.    Infelizmente, o Brasil não é protagonista nas relações com os países do grupo econômico G7 e muito menos do BRICS.    Infelizmente, o País está, eternamente, na "defensiva", sem ser protagonista nos dois maiores blocos econômicos do mundo.    Brasil come nas mãos dos chineses ou americanos!   Você escolhe ! 


             Na minha visão como analista da "macroeconomia", posso afirmar que o País nunca teve uma "política econômica" adequada ao seu desenvolvimento  e muito menos uma "política fiscal" responsável que assegure o "financiamento público" adequado e estruturado que justifique o "endividamento público", equivalente a um PIB do País ou    R$ 10 trilhões.   O quadro geral da economia do País é de "arrepiar" qualquer analista macroeconômico com um mínimo de responsabilidade.    Infelizmente, o Brasil é tratado como um "boteco de esquina", onde tudo é  tratado e resolvido com muita  "irresponsabilidade".   O País merece um Presidente da República com "visão global" desta primeira quarta parte deste século.     

PS: O fato de Brasil ter ocupado melhores posições na economia global, no início deste século, piora ainda mais a fotografia do País no cenário econômico global.   

      

           Ossami Sakamori                

Comentários

  1. Grande verdade, Fica difícil um país sendo governado com irresponsábilidade governamental, tributária, fiscal, preocupados apenas com seu próprio umbigo levando a economia do Brasil cada vez mais a falência

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