União Europeia impõe barreira sanitária
Nessa sexta-feira, dia 5, a União Europeia publicou um documento oficializando a sua decisão de de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para a União Europeia a partir de 3 de setembro deste ano. O Ministério da Agricultura e Pecuária não apresentou nenhuma manifestação até este momento.
Antimicrobianas são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns destes medicamentos funcionam também como promotores de crescimento. Até então, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de peixes e mel. Agora, o Brasil aparece excluído da lista de todos esses produtos. Segundo o documento divulgado, o Brasil não apresentou as informações exigidas pela Comissão Europeia. Os outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados para exportar para a União Europeia.
Quando o bloco europeu anunciou a sua decisão, no início de maio e afirmou que o Brasil pode voltar à lista dos produtos liberados, assim que comprovar os requisitos exigidos. O governo do Presidente Lula, à época, disse que estar surpreso com a decisão e que iria negociar, porém, nada fez. Dentre os países "sancionadas" com as medidas, como Austrália e Ucrânia, o Brasil foi o único país que saiu da lista dos liberados por "não apresentar" informações exigidas pela União Europeia. Negligência do Brasil !
Sem a União Europeia, o Brasil pode deixar de exportar cerca de US$ 2 bilhões ao ano em carnes bovinas. O ponto central da exigência parece estar ligado à sua capacidade de "comprovar a fiscalização, rastreabilidade" de conformidade sanitária das cadeias exportadoras perante às autoridade europeias. Isto tudo é suposição, por enquanto.
Enquanto isso, os consumidores brasileiros de carnes bovinas dos abatedouros brasileiros como o gigante JBS, dos irmãos Batista e abatedouros de menor expressão, consomem as carnes bovinas, de mesma procedência, como se não houvesse nenhum problema de ordem sanitária. Imagine Vocês a situação sanitária dos abatedouros clandestinos no "interior" do País em que situação se encontra. Estão corretíssimos os europeus ! Os chineses estão aceitando, em tese, qualquer carne. Daqui a pouco serão os Estados Unidos a fazer mesma exigência !
Ossami Sakamori

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