Nova situação no estreito de Ormuz


Presidente Donald Trump ordenou novas incursões ao Irã, em resposta aos ataque através de drones às instalações militares americanas no Golfo árabe.     Há uma disputa acirrada pelo domínio do estreito de Ormuz, a passagem obrigatória de petroleiros oriundo de países como Kwait e Arábia Saudita, os maiores fornecedores de petróleo para as refinarias dos Estados Unidos.   Ao que parece, com envolvimento do Irã ao grupo terrorista Hezbollah no Líbano, com fornecimento de mísseis e armamentos para se defender daquela facção terrorista contra o Israel, soma-se ao conflito no Oriente Médio.

 

          No meio do "tiroteio" de ambas partes, o Irã e os Estados Unidos, o preço do petróleo do tipo Brent, que serve de referência internacional de preço do petróleo, estava sendo negociado ao entorno de US$ 95 cada barril neste início da quinta-feira.   O preço representa um aumento de 2,47% em relação ao preço fechado ontem.   Como sempre, o petróleo WTI, tipo pesado extraído na região de Texas dos Estados Unidos, estava sendo cotado ao entorno de US$ 92, ligeiramente abaixo do petróleo mais nobre. 


         Ironicamente, o aumento de preço do petróleo ocorre no momento que o presidente Donald Trump ter afirmado na rede Truth Social, em ter afirmado em ter dirigido uma operação militar no Estreito de Ormuz, que liberou mais de 100 milhões de barris de petróleo durante o último mês, se referindo ao mês de maio.  Disse, o presidente Trump: "Mais de 200 navios comerciais navegaram em segurança através do Estreito".  Ainda, segundo o presidente norte-americano: "Este esforço é extremamente bem sucedido porque os Estados Unidos controlam o Estreito de Ormuz e não o Irã."   Não saberia afirmar ou contestar a declaração do presidente americano. 


            Seja como for, o conflito entre os Estados Unidos e Irã, para melhor ou para pior, o "consumidor brasileiro" vai "pagar o pato", mesmo a companhia brasileira, a Petrobrás, tendo produção de petróleo do tipo WTI, a mais pesada, em volume ligeiramente acima do consumo brasileiro.    A Petrobras não tem refinarias para processar o petróleo do tipo WTI, o mais pesado.  As nossas refinarias processam o petróleo do tipo mais leve, o Brent.    A Petrobras faz um verdadeiro "passeio" do petróleo, exporta o tipo WTI e importa o Brent.    Razão pela qual, o preço do petróleo internacional, é totalmente absorvido pelos consumidor brasileiro, nas "bombas de combustíveis".     


         Ao que parece, a Petrobras, a nossa companhia de economia mista, é mais um "cabide de emprego" para os "governantes de plantões" do que atender aos interesses dos consumidores brasileiros.    Não sei, a essa altura, se eu rio ou choro com a situação do estreito de Ormuz!   O que Vocês acham ?


PS:  Desconfio que o presidente Trump quer estabelecer um novo patamar de preço do petróleo, uma vez que tem as reservas da Venezuela nas suas mãos.   Esperar para ver...


            Ossami Sakamori        


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