Entenda os Estados Unidos da América

 

Símbolo da Bolsa de Nova York

Na matéria de ontem escrevi sobre décadas perdidas, exatamente 5 décadas ou 50 longos e preciosos anos, que o País ficou no seu "berço esplêndido" como afirma o nosso "hino nacional".   Isto mais parece a velha "ladainha" de pessoas que tem pouca familiaridade com o tema da "macroeconomia".    Aqui, não quero parecer que sou uma pessoa "expert" ou pessoa "metido a besta", como são tratadas as pessoas leigas no assunto, que "se metem" onde não é chamado.


           O Brasil tem vários exemplos a ser copiado, como a Rússia, China e Índia, além dos próprios Estados Unidos.   Este último com história de colonização muito semelhante ao do Brasil, diferenciando tão somente nas origens dos primeiros desbravadores.    O país do norte foi colonizados pelos povos da Irlanda e do Reino Unido, donde vem a origem da "língua falada" e da religião predominante, onde a maioria da população pratica a sua religião, de origem cristã, na sua maioria. 


             Há um livro muito interessante que relatado por um jovem de pouco mais de 20 anos, contado pelo Alexis de Tocqueville, cujas conclusões são demais interessantes até nos dias de hoje.   A primeira conclusão é que o "regime de administração pública municipal" conseguiu criar com muito mais facilidade do que outras formas de colonização.    A segunda conclusão é que os Estados Unidos produzem mais do que a Europa, a sua origem.    A terceira conclusão, extraído do próprio livro, é a diferença da prática de religiões, os norte americanos são em sua maioria, "protestantes" e o no Brasil, na maioria são "católicos".    Este último item parece ser o grande diferencial entre os Estados Unidos e demais países da América Latina, de México à Argentina, passando pelo Brasil, cuja predominância é a religião católica.    Não querendo colocar a culpa do atraso na economia e na tecnologia.    A maioria da população são, infelizmente, "indolentes", que vivem de "bolsas" de toda natureza possível.     


           Enfim, o resultado da imigração, tratado no livro, "A democracia na América" do Alexis Tocqueville retrata bem, o segredo do estágio do desenvolvimento dos Estados Unidos em relação ao dos países latinos americanos.    Só como referência, o desenvolvimento do setor industrial, com o advento da indústria automobilística e a produção agrícola, ainda são, importante nos Estados Unidos.    E, os Estados Unidos avançam nestas últimas décadas com a nova era, a da "tecnologia de informação".   


             No setor agrícola, os Estados Unidos são ainda, de longe, os americanos maiores produtores de grãos com 420 milhões de toneladas, enquanto o Brasil produziu cerca de 300 milhões de toneladas na safra passada.   Com um detalhe importante, os agricultores americanos, colhem uma safra por ano, devido ao clima da região produtora de grãos.   A técnica do "plantio direto", alardeado pelo Brasil, tem origem no sistema de plantio dos agricultores americanos.    Apesar da produção agrícola ser importante nos Estados Unidos, o país é um grande importador de produtos agropecuários do Brasil.   A realidade é que os Estados Unidos  terão que sustentar 335 milhões de habitantes enquanto o Brasil terá que produzir alimentos para 214 milhões de pessoas, pobre ou ricos.   


            Querendo ou não, além de tudo, os Estados Unidos são considerados o "berço da democracia", com o sistema do governo o  mais longeva do planeta,  desde a promulgação da Constituição em 1789 e especialmente, após a aprovação da Lei dos Direitos de Votos aos negros em 1965.   Enquanto no Brasil, inicia o atual regime democrático, com certa estabilidade desde o suicídio do Getúlio Vargas no dia 24 de agosto de 1954 e acidente aéreo misterioso do Ulisses Guimarães, figura importante no processo de redemocratização.   

          

          Hoje, o País é governado pelo Presidente Lula, com passado de operário de uma montadora de São Bernardo de Campos, sem demérito para a classe trabalhadora brasileira, lembrado pelo próprio Lula da Silva, usando como o "mérito" de um operário ser Presidente da República.   O Presidente, no seu longo período de sindicalista, poderia ter concluído um "curso superior", mas, não o fez, de "preguiça" ou "de caso pensado".   Oportunidade para isso ele teve, como sindicalista que ele foi.   Lula da Silva não é nenhum "pobre" e muito menos um "coitadinho" !  Ele é um "vagabundo" no sentido literal da palavra, pessoa que não gosta de trabalhar.    Conquistei o meu diploma de engenheiro civil, com muito orgulho, trabalhando como "desenhista de concreto armado", época que não tinha o AutoCAD.   Por que o Lula não poderia ter formado em algum curso superior, na condição de presidente do Sindicato dos Metalúrgicos?   Ele é um  preguiçoso, por natureza.   Um aproveitador das situações, infelizmente.


            Os governantes brasileiros, de ontem e de hoje, ao menos deveriam ao menos "conhecer" a história do povo norte-americano, cujos territórios foram descobertos pelo genovês Cristóvão Colombo e o Brasil pelo Pedro Alvares Cabral, um português.    O PIB americano é de US$ 32,38 trilhões, o PIB brasileiro é de US$ 2,64 trilhões e o PIB da União Europeia é de US$ 18,8 trilhões.   Isto mostra o tamanho relativo das economias dos dois países do mundo.   À essa altura, com leitura atenta ao livro do Alexis Tocqueville, fico na dúvida se nós, brasileiros, tivemos mais sorte ou menos sorte que os norte americanos.    Pelo menos, no futebol, empatamos com um país africano, na Copa do Mundo, ontem.   Triste de nós, brasileiros, somos maiores que americanos somente em futebol, que curiosamente, é denominado de soccer na terra do tio Sam.


           Mas, enfim, o Brasil é de todos nós, de pobres aos ricos, de indígenas aos descendentes de imigrantes e de todos matizes ideológicos.     O desafio é entender a origem dos diversos países, sobretudo dos países consumidores dos nossos produtos agropecuários e respeitá-los, em primeiro lugar!  


PS: Ainda assim, Brasil dependente das compras de produtos brasileiros pelos americanos, o Presidente Lula se posiciona à favor do Irã, em conflito com os Estados Unidos.   Presidente brasileiro andando, sempre, na contra mão do Ocidente.


            Ossami Sakamori  

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