Brasil e décadas perdidas

 

Quando ingressei na Escola de Engenharia da Universidade Federal em 1964, há 62 anos, parecia que o Brasil iria ser "um país do futuro", competindo com os países como os Estados Unidos e da Europa.   Pouco se falava nos países asiáticos, como China, Coreia do Sul e Japão, à época.     Pouco tempo depois, começaram aparecer os veículos produzidos no País, como os modelos da Fiat, do GM e da Ford.   Era o Brasil, um país do futuro.  Eu disse: "Era".  A montadora como a Toyota, já deixou de produzir veículos no Brasil, infelizmente.   Sinal de que o ambiente econômico do País não está dos melhores, em comparação com o Mundo.   


           Muitas décadas passaram e o País continua na mesma situação ou "um pouco pior" do que antes.    Pois, o Brasil é governado por um "analfabeto funcional", um sindicalista, que nasceu nas comunidades eclesiásticas da Igreja Católica, sem desmerecer os "analfabetos funcionais" que prestam grande serviço ao País, no setor produtivo.    

             Depois do JK, com mudança da capital da República para o Planalto Central, dava-se a impressão  de que Brasil "iria ser" uma das maiores potências do mundo.  Foi o meu erro de avaliação.   Brasil é um dos países mais atrasados, tecnologicamente.   Restando poucos pontos positivos em termo de "inovação tecnológica".  Aqui no Brasil pouco se cria e tudo se copia, até nos simples hábitos alimentares, como os McDonald´s espalhados pelo país.  



           Hoje, o Brasil ocupa, na melhor das hipóteses, a 10ª economia do mundo, atrás de minúsculos países como Itália, Coreia do Sul e Japão.   Maioria daqueles países foram derrotados pelos mesmos Estados Unidos da América, mas "deram a volta por cima".   Hoje, esses países mencionados estão listados como maiores potências econômicas, tecnológicas e comerciais do mundo.  


            Este ano, 58 anos após conclusão do curso de engenharia civil pela UFP e por um breve período fazendo parte do corpo discente daquela Universidade Federal, a mais antiga do Brasil, 1912, o País não mudou a cara, o jeito de ser continua com velhos costumes políticos de "compadrios", onde se prioriza os "grupos políticos" ao invés de priorizar os "interesses nacionais", em termos de desenvolvimento "tecnológico e econômico".    Infelizmente, o Brasil continua o mesmo "lambe botas" do Primeiro Mundo.


          A última notícia é de que o Presidente Lula vai ao encontro do presidente Trump, que participará do encontro do G7, os sete países mais ricos do planeta.   O Brasil está na melhor das hipóteses na 10ª colocação, apesar do País ter "potencialidade" para fazer parte do G7.  Mesmo sem o ser, mais uma vez o Presidente Lula vai como "penetra" na reunião, que vai acontecer em Paris.   Supostamente, o Presidente Lula vai se encontrar com o presidente Trump para "negociar" a nova tarifa de importação de 22,5% impostos para produtos importados de todos os países do mundo.    

             Como sempre, o Presidente Lula, vai à reunião do G7, sem ser convidado, para tentar "aparecer na foto" com os dirigentes das maiores potências globais.   É "a foto que o Lula da Silva precisa" para sua "campanha de reeleição" que acontecerá no próximo dia 4 de outubro.    Não vai faltar oportunidade, também, para a primeira dama Janja da Silva utilizar-se dos serviços de hotéis de 5 estrelas e tirar as fotos para sua "linda" biografia, com o dinheiro do Contribuinte.  


           A digressão da história contada aqui, um pouco é pela nostalgia dos meus bons tempos e outra é no sentido de alertar o povo brasileiro de que o Brasil perdeu "décadas preciosas", com atrasos tecnológicos a "saltar de vista", para satisfazer as vaidades pessoais do seu Presidente da República, um analfabeto funcional.    Precisamos mostrar às gerações futuras que estão com "esperança" de que o País venha ocupar posição de destaque ao Primeiro Mundo, não apenas como um simples "fornecedor de produtos primários".     Brasil precisa recuperar décadas perdidas !


             Brasil não é refém do grupo político da esquerda ou da direita.  Brasil é de todos 214 milhões de pessoas, de todas matizes ideológicas.   O interesse da população acima de tudo !   Os políticos que se coloquem nos seus devidos lugares, servindo à população !  


              Ossami Sakamori                        

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