Petróleo. Os únicos otários somos nós !
O petróleo ainda continua sendo o commodity importante na economia global, influindo significativamente nos preço de demais produtos, como commodities agrícolas. Dentro do contexto global, o Brasil ocupa a 8ª posição de produção do petróleo e ao mesmo tempo um dos maiores consumidores de petróleo do mundo, conforme mostra os gráficos abaixo:
Enquanto isso, os maiores produtores de petróleo está mostrado no gráfico abaixo, o Brasil ocupa a 7ª posição, conforme a relação abaixo. Infelizmente, a população não usufrui da condição de produtor de petróleo e paga o ônus como consumidores finais.
| Milhões de barris por dia | Participação no total mundial | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Estados Unidos | 21,91 | 22% | |||||||
| Arábia Saudita | 11,13 | 11% | |||||||
| Rússia | 10,75 | 11% | |||||||
| Canadá | 5,76 | 6% | |||||||
| China | 5,26 | 5% | |||||||
| Iraque | 4,42 | 4% | |||||||
| Brasil | 4,28 | 4% | |||||||
| Emirados Árabes Unidos | 4,16 | 4% | |||||||
| Irã | 3,99 | 4% | |||||||
| Kuwait | 2,91 | 3% |
Conforme pode ver nos gráficos acima, de produtores e de consumidores, o Brasil é "superavitário" em produção/consumo de petróleo no mundo. Assim sendo, o País ou a Petrobras ganha com o aumento do preço de petróleo no mercado internacional. Isto é, o ganho é apenas, em "tese", porque a cada aumento de petróleo no mercado internacional, o "preço dos combustíveis na bomba" ou nos postos de gasolina, acompanha o preço internacional do petróleo. Quem ganha é a Petrobras, leia-se Governo federal.
O preço internacional do petróleo, hoje, dia 18 de junho, estava sendo praticado ao preço, em média, de US$ 110 cada barril. O barril de petróleo contém cerca de 159 litros ou 158,987 litros, sendo assim, o preço do petróleo bruto, no mercado internacional está valendo, hoje, cerca de R$ 0,68/ litro. Até os combustíveis chegar na bomba, tem o custo de "refino" e de "distribuição" envolvendo a cadeia de suprimento dos combustíveis, passando pelo serviço das Refinarias estabelecidas nos principais pontos geográficos do País, desde Porto Alegre a Manaus, de propriedade, essencialmente da Petrobras.
Feito as devidas ressalvas, o preço do petróleo no mercado internacional está sendo negociado muito acima dos patamares praticados antes do "conflito no Oriente Médio", ao redor de US$ 65 cada barril do petróleo do tipo Brent. Pela vivência na economia global, o preço do petróleo vai "encontrar" um novo patamar de negociação, muito acima do preço praticado antes da crise no Oriente Médio, mesmo, com o fim do conflito. O piso do preço vai ser bem superior ao praticado antes da crise do Oriente Médio.
Como sempre, quem "paga o pato" é o consumidor brasileiro, que pagará os preços dos produtos de consumo, já embutido, o preço internacional do petróleo, em novos patamares. O grande beneficiado seria a Petrobras, que, tem o monopólio do refino de petróleo, na prática. Como a Petrobras é uma Companhia de economia mista, com controle do Governo federal, os "aumentos são repassados" aos consumidores e as eventuais acomodações dos preços do petróleo não são repassados aos consumidores na "bomba de combustíveis".
Vamos ficar atentos, não só nos aumentos do petróleo, mas, sobretudo os preços após "acomodações", ao fim da crise no Oriente Médio. Isto tudo que está acontecendo no Oriente Médio, em torno do Irã, tem um forte componente econômico e comercial, o de aumento de preço do petróleo no mercado global. O Governo federal ganha com aumento de volume de arrecadação de impostos e a Petrobras com o aumento de volume de receitas, viabilizando o "pré-sal". Os únicos otários somos nós, os consumidores finais de combustíveis.
Ossami Sakamori


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