Os tempos encardidos do País

 

A economia brasileira pode estar chegando no "ponto de exaustão" e pode enfrentar, ainda este ano, recorde de falências e pedidos de recuperação judicial das empresas.   O resultado, segundo analistas da macroeconomia, no que concordo e "assino em baixo", sobre o cenário nacional, deve enfrentar nos próximos meses, sobretudo no "agronegócio" e nas "pequenas empresas", os carros chefes da economia brasileira, os momentos difíceis, que merecem atenção do Governo federal.    Pelo Governo de plantão, que temos, os socorros virão só após a crise se instalar.    Esse filme já assistimos nos sucessivos Governos da República.       


          Segundo analista do tradicional Gazeta do Povo, uma "tempestade perfeita" está se formando.   O analista aponta como principais causas, no que estou de acordo, a alta da taxa Selic, hoje, em 14,5%, para inflação corrente anualizada está em 4,91% medido no início do mês de maio.     A meta do Banco Central é de 3%, com variação possível de 1,5% para cima ou para baixo.    Isto significa que a inflação estourou o "teto da meta" que seria de 4,5%.


            A principal consequência é a alta de juros nos empréstimos de pessoas físicas e jurídicas.   Somados ao fator da taxa básica de juros, que balizam os juros dos empréstimos para Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas, devemos considerar o efeito da "eleição presidencial", diminuindo a oferta de créditos.    Somado a isto, também, estamos no meio de "transição" da reforma tributária, que exigirá série de adaptações.  


            O cenário descrito acima, a da indefinição do futuro da economia, em função da eleição presidencial, que escolherá entre o candidato da situação, Lula da Silva, PT, com sua política assistencialista, de gastos públicos acima da capacidade de arrecadação, aumentando cada vez mais o "estoque da dívida pública, que se aproxima celeremente para R$ 10 trilhões, com taxa de juros Selic a 14,5% ao ano, em cada renovação dos títulos do Governo federal.    Essa soma de fatores deve levar mais empresas em dificuldade para pagar suas contas e em consequência, diminuindo a sua produção por falta de "capital de giro".     E do outro lado, o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, PL, com nenhuma experiência administrativa, no setor público federal.      Em matéria de economia do País, que afeta diretamente o bolso do povo brasileiro, os pretensos candidatos à Presidência são, como dito em linguagem popular, "zero à esquerda". 


              Infelizmente, o Brasil está vivendo os "tempos encardidos", como o de hoje, "nublado e úmido", com a cara de que virá uma "chuva molhada" (sic).     Aguardamos, "sentados", o plano econômico de cada candidato,   para o povo brasileiro ter alguma esperança sobre o futuro do País.  


             Ossami Sakamori         

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