O pensador Rui Barbosa

 

Aproveitando o dia do trabalhador que comemoramos, ontem, dia 1º de maio, traz-me às muitas reflexões.    O povo brasileiro "vive para trabalhar" ou "trabalha para viver" ?    Ao que me parece, ambas colocações estão corretas.   A verdade é que o "povo" trabalha para "sobreviver", num ambiente "hostil", totalmente favorável aos que deveriam "estar trabalhando" para levar "bem estar para a população", com o dinheiro arrecadado da própria população.  Refiro-me ao poder público.    O sistema  que reina o mundo contemporâneo, sobretudo no Brasil não é nada diferente da Idade Média.    O povo serve aos "políticos de plantões" !


            Nesse rol que compõe a "população" inclui os empresários do setor produtivo, que contribuem com parcela significativa dos seus ganhos para manter os "reis de plantões", alfabetizados ou analfabetos funcionais.   Já era assim, na idade média e continua assim nos dias de hoje, mantendo paradigmas da idade média.   Há séculos que funcionam assim, os poderosos (sic), denominado de "setor produtivo", contribuem aos seus reis ou suas rainhas de plantões.   O setor produtivo, empresários urbanos ou rurais é serve apenas peças para produzirem riquezas para o país, deixando um bom quinhão para os "reis de plantões", seja ele intelectual ou analfabeto funcional.   


              A situação descrita acima já acontecia desde os tempos imemoriais em toda parte do mundo.   Os escravos produzindo "alimentos" para os reis "encastelados" no sentido literal da palavra.     A situação é diferente, hoje?   Não, não é diferente !    A população produtiva, empresários somado à classe de trabalhadores, produzem riquezas para contribuir com uma boa parte dos seus ganhos em forma de "impostos", que vem de imposição e de "contribuições compulsórias", para manter os "políticos de plantões", encastelados, alfabetizados ou analfabetos funcionais.    Estes últimos se acham os "reis soberanos", como na monarquia do século passado.    Até as monarquias já estão se adaptando aos tempos modernos.


           Os sociólogos de plantões denominam esta situação de "luta de classes".  A justificativa só servem de "base" para suas teorias  sociais, o de confronto entre as "classes sociais", como uma eterna luta entre si, "os mais ricos contra os mais pobres".    Esta situação no Brasil tem favorecido aos políticos de plantões criarem os seus respectivos "currais eleitoreiros".


         Para não alongar o comentário, deixo como "reflexão" para cada um de nós, os que "mandam" no País e os que são "obrigados a obedecer".  Tudo se resolve pela "elite de políticos" na Capital federal, com os seus "conchavos" e onde originam maior parte dos "escândalos financeiros" do País, envolvendo as notórias figuras políticas, com assentos nos Palácios erguidos no Planalto Central, sobretudo aos abrigados no Palácio do Planalto.   


           Enquanto isso, a classe trabalhadora, teve o seu dia, ontem, o do Trabalhador, para "comemorar" o seu dia.   Comemorar o que?  Poderia ser muito diferente num País em que um "metalúrgico" tem assento no mais alto cargo da República, pela terceira vez.    E, de quebra, o próprio quer tentar o quarto mandato como Chefe dos 224 milhões de brasileiros, dos mais cultos aos menos cultos.  

            

        Somos os "maiores otários da história brasileira" !  Deve estar triste o nosso Rui Barbosa (1849/1923), diplomata e historiador, referência de todos nós, brasileiros de todos períodos da história contemporânea, com sua notória frase:  De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto A famosa frase do Rui Barbosa é uma alerta e ao mesmo tempo estímulo para continuarmos na luta, para fazer deste País um exemplo de "prosperidade" para o mundo.    Não vamos "jogar a toalha" no ringue da luta diária para fazer deste País um exemplo para o mundo contemporâneo. 

             Ossami Sakamori                    

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