Não se reinventa a roda !

 

Ontem, escrevi sobre os planos econômicos do Presidente Lula, PT, candidato à reeleição e do senador Flávio Bolsonaro, PL, candidato da oposição ao atual Governo.   O plano do Presidente Lula é dar continuidade à velha e clássica prática da "intervenção na economia", com seus planos de "programas sociais", visando levar o bem estar da população, sem se preocupar com o setor produtivo do País.   Do outro lado, o candidato da oposição apresenta o plano com "redução de gastos públicos", via, suposto "enxugamento da máquina pública" com redução de 9 ministérios, em comparação com a atual administração, sem definir quais áreas serão "incentivadas" ou "cortadas".     De qualquer forma é a velha fórmula da aplicação da "intervenção do Governo na economia".  


           Houve manifestações sobre a matéria, de ambas correntes "ideológicas", se é que eles as tem, o Presidente Lula, PT e o senador Flávio Bolsonaro, PL sob a forma de corte de gastos públicos, porém, até este momento, estou vendo diferença ideológica e muito menos a pragmática entre propostas dos principais candidatos ao cargo de Presidente da República de todos os 224 milhões de brasileiros.    Única "palavra de ordem" que ouço é que o atual Presidente representa o "campo ideológico da esquerda" e o senador Flávio Bolsonaro, representando o "campo ideológico da direita", sem explicar, do que se tratam os esperados "planos econômicos".     


        Na minha visão, ambos candidatos, por enquanto, estão "voando" conforme a direção do  vento e conforme as suas próprias conveniências.     Não há liderança pragmática entorno de ideias.    Ambos candidatos tentam remar a favor da correnteza das opiniões públicas.    Afinal, eles são essencialmente "oportunistas", de muitos dos que passaram pelo Palácio da Alvorada.     


           Para facilitar o entendimento, da semelhança e da diferença entre os campos ideológicos, resolvi apresentar os dois modelos econômicos de presidentes americanos, o do Roosevelt (1933-1945), o conhecido modelo conhecido como o New Deal, que baseou na "intervenção estatal" para recupera a economia americana, após a Grande Depressão de 1929.    Ele rompeu o liberalismo clássico, adotando a ideia do desbravador economista Jonhn Keynes, baseado em investimentos públicos para gerar empregos e aumentar o consumo da população e regulamentar o sistema financeiro.     A ideia do Keynes é copiada pelo Presidente Lula e sua equipe de economistas ortodoxos, como o Fernando Haddad e seus adeptos.    Para um metalúrgico, isto pode parecer um "avanço" no campo ideológico, mas que na prática, é um enorme retrocesso!  Ele, o presidente Roosevelt foi reeleito e ficou na presidência dos Estados Unidos por 4 mandatos consecutivos.   A Emenda que regulamentou em 2 mandatos, consecutivos ou não para o cargo de Presidente veio à posteriori.  (Observação feita por leitor deste blog). 

           

          O sistema alternativo à ideia Keynesiana, foi aquele adotado pelo Presidente Ronald Reagan, na década de 1980, cujos pilares da economia eram baseados na "economia liberal" do professor Milton Friedmann, palestrante da Universidade de Chicago, cujos 4 pilares eram:  1º. Redução do gasto público;  2º. Redução do imposto sobre a renda e sobre os ganhos de capital;  3º.   A  desregulamentação da economia  e  4º.  O controle da oferta de moeda para reduzir a inflação.    O fenômeno bem sucedido à época, a "desregulamentação da economia", ficou conhecido como Reaganomics.   Veja, isto foi na década de 1980, quase meio século atrás.        


          O Presidente Reagan obteve sucesso com alíquotas baixas de impostos em conjunto com o Imposto de Renda Simplificada e desregulamentação continuada da economia, além do controle relativo da emissão de moeda.    Ronald Reagan só não pode apresentar a sua candidatura para um novo mandato porque a Constituição americana mantém, desde o início da independência, em dois mandatos, consecutivos ou não.    

            

         O fato concreto é que a economia dos Estados Unidos deu salto de volume e de qualidade na economia americana, mantendo um padrão de vida, invejável, para cada cidadão americano, que perdura até os dias de hoje, destoando com o restante do mundo, como o Brasil. 


           Seria indispensável que cada candidato ao cargo máximo da República, observasse o exemplo clássico da economia do maior economia do mundo e a democracia mais longeva do planeta.    Os profissionais da área econômica, a da área pública, deveriam debruçar-se nas experiências testadas na maior economia do planeta.   Chega de fazer "experiências" à custa do sofrido povo brasileiro, no qual me incluo !    


               Não se reinventa a roda !


               Ossami Sakamori  

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