Mercado financeiro, hoje

 

A notícia de que os Estados Unidos e o Irã teriam chegado, nesse domingo, dia 24, a um "acordo preliminar" para acabar com a guerra no Oriente Médio e em consequência, reabrir o Estreito de Ormuz, pegou o "mercado financeiro" mundial "positivamente" com as Bolsas asiáticas e Bolsas europeias, neste momento, às 7 horas de manhã do Brasil. 


              As bolsas asiáticas, sobretudo a do Tóquio fechou operando com boa margem de valorização e nesta hora, 7 horas de manhã no Brasil, as bolsas europeias operavam em alta moderada.    O mercado futuro de petróleo, estavam em baixa, "rompendo para baixo"  a cotação de US$ 100 por barril do tipo Brent, o petróleo mais nobre, dos árabes.    Não se sabe ainda, se o preço do petróleo vai cair aos preços praticados antes da crise do Oriente Médio, ao entorno de US$ 65 por barril, do mesmo tipo de óleo.    Na minha opinião, a recente crise, vai estabelecer um outro patamar de negociação, no nível mais alto.


           No mercado doméstico, o do Brasil, deve ajustar o preço do petróleo, do tipo Brent que importa ao do tipo TWI, o petróleo pesado, que a Petrobras explora e exporta, já que as refinarias brasileiras, de princípio, estão preparados para operar o petróleo do tipo mais nobre, o petróleo do tipo Brent, a que fazemos referência, quando estamos a falar de cotação de petróleo.    TWI é tipo do petróleo encontrado nos Estados Unidos, o mais pesado.


              A Petrobras que tem, na prática, o monopólio de refino do petróleo, obrigando a fazer o "passeio do petróleo".   A Petrobras, que tem as principais refinarias, compra o petróleo do tipo Brent e exporta o petróleo do tipo TWI, o do tipo pesado.    A Petrobras tem, praticamente, o monopólio de refino do petróleo e também, na prática, a exploração do petróleo "off shore" da plataforma continental do País.    Nas condições descritas, o preço dos combustíveis na bomba, o dos consumidores finais, não é uma equação simples conta de matemática.   No meio do caminho, o petróleo importado, seguem caminhos das refinarias e distribuidora, dificultando o "reflexo" do preço internacional de petróleo chegar na ponta de consumo, tanto na curva de aumento quanto na curva de diminuição.    De qualquer forma, o reflexo virá nos preços de combustíveis e no preço de gás de cozinha, cedo ou tarde.   


          O mercado financeiro brasileiro deve acompanhar o movimento das bolsas de valores globais, com a melhora dos índices do B3, Bovespa e do mercado futuro de ações e commodities atrelados ao preço do petróleo.    Porém, os investidores, sobretudo os de pequeno porte, devem prestar atenção, além do mercado internacional, o "ambiente doméstico", fortemente, influenciado pela proximidade das eleições presidenciais.


             Digamos que, hoje, é um "bom dia" para o mercado financeiro.    Porém, os investimentos no mercado de riscos, merecem atenção redobrados.    E, não esqueçam que os Estados Unidos contarão com o novo presidente do FED, já comentado anteriormente.         


                 Ossami Sakamori     

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