Economia é com Dario Durigan

 

Não tem mais sentido continuar escrevendo sobre a "política econômica" do Governo Lula, se é que a tem.   Ontem, assisti entrevista do ministro da Economia ou da Fazenda do atual governo, Dario Durigan, e fiquei "estarrecido" com o conteúdo das respostas do número 1 da suposta "política econômica" e "política fiscal" do atual Governo ou melhor dizendo, a confissão de que elas, simplesmente, não existem.    O conteúdo ou melhor dizendo que deveria orientar os administradores públicos federais e setor produtivo brasileiro, simplesmente, não o tem.


            A entrevista versou sobre os temas caros para o País, como a "política fiscal" e "política econômica", porém o ministro da Economia, que nem guardei o nome, que pouco entende ou "faz de conta que não entende" sobre o tema "macroeconomia", simplesmente, fugiu dos temas, as mais caras para o País, sobretudo no atual momento, de instabilidade econômica e às vésperas das eleições presidenciais que acontecerá no dia 4 de outubro, no primeiro turno ou duas semanas após, no segundo turno.    


                 Os repórteres destacados para as perguntas, de um dos principais canais fechados de TV, igualmente, despreparados, "embarcaram" nas vagas respostas, sem as contundências necessárias, para o tema estritamente técnico/econômico.   Como diz popularmente, a entrevista "passou batido" por tema importante como o persistente "déficit primário" e do altíssimo endividamento público federal, que se aproxima ao PIB ou Produto Interno do País.     Ao contrário, o atual ministro da Economia, relativizou o tema, considerando o parâmetro da dívida pública, como dentro dos mesmos parâmetros dos países desenvolvidos.    Esqueceu o ministro da Economia de dizer que o Brasil carece de alguns parâmetros para equiparar o Brasil como um país do Primeiro Mundo.  


           Escrever o que, nesta situação?  A última trincheira, que sempre foi, a Federação das Indústrias de São Paulo e ou Confederação Nacional da Indústria outrora atuante, hoje, estão "calados", sem saber se a dita "Faria Lima" está de acordo com a posição do Governo ou simplesmente se calam e tiram proveitos da situação de "crise econômica" estrutural e sistêmica.    Muitos empresários da "Faria Lima" estão lucrando com os juros muito acima da inflação, sem fazer esforço e muito menos correr o risco desnecessário de uma uma indústria ou de um comércio, num ambiente de negócio cada vez mais hostil.   


          A tarefa de fazer este tipo de observação, que eu tomo iniciativa de fazê-lo, seria das entidades como CNA, CNC, CNI ou da FIESP ou de grandes empresários que outrora tinha "voz ativa" na condução da "política econômica" do País.   Por conseguinte, o grande culpado pela atual situação econômica e fiscal do País, é o próprio setor produtivo, que se "conformam" com o "status quo" da situação econômica e fiscal do Brasil, deixando a condução dela para um "médico anestesista", Geraldo Alckmin, Vice-Presidente.    


         PS: Um país sem "política fiscal" e "política econômica" é como um veículo desgovernado descendo ladeira abaixo.


              Ossami Sakamori 

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