O imbróglio da política brasileira

 



Enquanto os políticos da direita e da esquerda, sob ponto de vista ideológico, estiverem disputando "espaços políticos" em torno de lideranças nacionais e regionais, haverá, sempre, fragmentação de apoios, difíceis de "juntar" para ganhar eleições majoritárias do próximo pleito, que ocorrerá no dia 4 de outubro, no primeiro turno.  


         O entorno do Presidente Lula, PT, está relativamente pacificado.   O Presidente da República concorrer à reeleição no mês de outubro é um processo natural.  A possibilidade de disputar a reeleição, é como um "direito adquirido", pelas regras eleitorais atuais.   De qualquer forma, o próprio Presidente Lula, em querendo se candidatar, terá que passar pela Convenção Nacional do PT, à partir do mês de julho.    A expectativa é grande, considerado a sua idade, 80 anos e que terminaria o mandato, se eleito for, aos 85 anos, que, segundo visão da revista britânica, The Times, seria uma "idade avançada", para o cargo de tamanha importância, no que concordo plenamente.     Este comentarista tem a mesma idade do Presidente Lula, para fazer a observação com muita tranquilidade.   


           Por outro lado, o principal candidato da oposição, o senador Flávio Bolsonaro, está no auge da sua atividade política, que requer constante deslocamento dentro do País de dimensão continental e se eleito, também, promover viagens ao redor do Globo terrestre, para cumprir com as agendas internacionais.   O sistema do governo Presidencialista, como está previsto na Constituição, o Presidente da República exerce função de "representação diplomática" e ao mesmo tempo tem o dever de um "executivo" da estrutura do Poder central, com dezenas de ministérios e inúmeras empresas estatais vinculadas ao Governo federal.    O Presidente da República, ao mesmo tempo, terá que conviver com o Congresso Nacional para aprovar medidas e projetos de interesse do País, em conjunto com a sua "bancada do Governo".      

            

             O comentário da revista britânica The Times, sobre a idade do Presidente Lula e a possibilidade de sua reeleição, é muito pertinente, creio eu.   Quanto de nós, perdemos os nossos ascendentes com idade próximo de 85 anos, inclusive este que aqui escreve.   Não adianta o Presidente Lula demonstrar a sua "aparente vitalidade", "subindo e descendo" a escadaria "correndo", para imprensa ver e comentar.     A "vaidade e a soberba" do Presidente Lula, no meu entender, passa longe dos interesses do Estado brasileiro e da sua estrutura administrativa complexa do seu entorno.   O  PT, o partido do Presidente Lula, faz pouco para mudar esta situação, "sem um substituto à altura" para ocupar o cargo máximo da República.    O PT sempre "orbitou" em torno da figura do Lula da Silva, sem "criar novas lideranças" à altura para uma eventual lançamento de um novo nome.     Eu imagino, que há uma "disputa interna" acirrada para ficar com a herança do patrimônio político construído pelo sindicalista Luís Inácio Lula da Silva, o que impede uma transposição pacífica entre os aliados do PT, para manter a "unidade", se instado a substituí-lo.    


       Eis, o dilema do Partido dos Trabalhadores, neste momento: "o que fazer com o Presidente Lula".    E do outro lado, os herdeiros políticos do Presidente Bolsonaro, disputam "espaço político" deixado por ele, em razão da sua inelegibilidade e pelo seu estado de saúde.    Esta situação, de encruzilhada política que o Brasil se encontra, tem origem no "atentado" que sofreu o Presidente Bolsonaro, há exatos, 8 anos, durante a campanha eleitoral, que o elegeu em 2018.    


          O dilema do "o que fazer com o Presidente Lula", depende da sua própria própria decisão.   Isto me parece uma situação de um qualquer país subdesenvolvido, igual a um qualquer país do Sudeste asiático, sem desmerecer o povo asiático, a quem tenho profundo respeito e admiração.    Eles tem as suas próprias histórias e o Brasil tem as suas, escancarando a condição de ser um país subdesenvolvido.    Cabe ao povo brasileiro demonstrar que, somos um País de importância no mundo global, além de possuir dimensões continentais, num clima temperado, onde tudo que se planta, colhe, literalmente.


PS: O dólar americano está subvalorizado, no meu entender.  Continue comprando a moeda americana, que nunca perderá o seu "status" de moeda de trocas financeiras e comerciais. 


           Ossami Sakamori          

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