Dólar americano
Vou começar o comentário de hoje, com afirmação aparentemente contraditório, porém, tudo tem explicação e justificativa. Como já expliquei em matérias precedentes, de que o "mercado financeiro" global funciona como uma espécie de "vasos comunicantes" que são ensinados no ensino médio. Ao menos entre os componentes do "mundo ocidental", os Estados Unidos, União Europeia e "países satélites" como o Brasil que "orbita" aos seus redores, sobretudo com a "compensação financeira" do sistema SWIFIT. Nem todos utilizam o sistema de compensação, o mais conhecido. A base da "moeda de troca universal", conhecido entre nós, com exceção do sistema BRICS, onde as reservas são em moedas próprias de cada país membro, não obrigatoriamente.
Recentemente, as últimas cotações de "dólar americano" ou US$, está sendo negociado próximo de R$ 5,00 cada US$ 1. Significa que precisa de menos moeda brasileira para comprar a moeda americana, referência para "comércio global" e para "transações financeiras" em favor do aumento das "reservas cambiais" do País.
O dólar americano tornou-se a principal referência para trocas financeiras e comerciais, formalizado pelo Acordo de Bretton Woods em 1944, que veio substituir a Libra esterlina, Inglesa e que, inicialmente, tinha a garantia de conversão em ouro. O dólar americano deixou de ser lastreado em ouro em pelo presidente Richard Nixon em 15 de agosto de 1971. Hoje, portanto a moeda americana "não está lastreado em ouro".
As últimas cotações da moeda americana estavam ao valor ligeiramente superior a R$5,00 para cada US$1. A valorização da moeda brasileira nos últimos dias, está respaldado em fluxo cambial a favor do Brasil, devidos ao aumento do volume de exportação ou diminuição do volume de importações ou ainda pelo fluxo de capitais ao Brasil devido à taxa real de juros dos títulos do Tesouro Nacional, hoje, em 14,75% para inflação presente ao redor de 4,5%, significando juros reais ao redor de 10% ao ano. Se considerar que os títulos do Tesouro americano está entre 4,25% a 4,5%, o "investimento especulativo" do capital estrangeiro está francamente favorável para o Brasil. Para segurança dos investidores especulativos estrangeiros, a Reserva cambial brasileiro, neste mês de março, somavam cerca de US$ 372 bilhões, garantido sobretudo pelo saldo da balança comercial brasileira, onde as exportações são superiores que as importações, graças sobretudo às exportações de minério de ferro e de commodities agrícolas.
Diante da conjuntura e das cotações das moedas estrangeiras, para "preservação do poder de compra" da moeda, recomendo "posicionar-se" em moeda americana. A moeda Real, a brasileira, está sujeito à conjuntura política do momento, a da falta de uma "política monetária" e de uma "política econômica" do atual Governo, o do Presidente Lula, causam "distorções" na economia, cujo fluxo de capitais estrangeiros não são direcionados para "investimentos produtivos".
Continuem comprando o "dólar americano", oficialmente, nas casas de câmbio ou em instituições bancárias, com devido respaldo fiscal. A desvalorização do dólar no Brasil, não necessariamente, quer dizer que a nossa moeda, o "R$ está valorizando".
Ossami Sakamori

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