Conflito Estados Unidos e Irã - último capítulo

 

O confronto entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, ao contrário do que são alardeados pela grande imprensa, não se resume apenas a destruição do arsenal nuclear do país islâmico e controle político de natureza religiosa, o islamismo radical dos Ayatollah, uma facção religiosa que domina aquele país árabe desde a derrubada do regime monárquica do Xá do Irã, onde os Estados Unidos tinha presença e atuação naquela monarquia.    A geopolítica é muito mais complexa do que se imagina !


             O objetivo do presidente Trump, do meu ponto de vista, não é ou não era simplesmente tomar o Irã das mãos do regime dos Ayatollah.   O primeiro objetivo foi de "destruir as instalações destinados à fabricação de armas atômicas" e impedir o "bloqueio do estreito de Ormuz", um estrangulamento da saída do Golfo Pérsico, por onde passam maior parte da produção de petróleo dos países árabes e onde concentra mais de 70% do petróleo consumido no mundo, neste momento.    Para se ter ideia, o estreito de Ormuz, que reproduzo abaixo, tem cerca de 60 km na parte mais estreita.   


            No front interno, o presidente Trump está sofrendo "desgaste político", por conta do conflito no Oriente Médio, puxando o preço do petróleo para cima na "bomba" aos consumidores americanos e que não estão vendo os "benefícios" para o povo americano, senão os objetivos "geopolíticos" dos Estados Unidos de "domínio", ao menos, aos países democráticos.    O recente conflito, tem oposição até da nova OTAN, sem os Estados Unidos e dos próprios países árabes, atuais parceiros financeiros dos Estados Unidos. 

             
            Para forçar a liberação do estreito de Ormuz, presidente Trump está deslocando para a região mais um porta avião, além daquele que já se encontra na região.   E, ameaça aumentar os "bombardeios" às instalações de refino de petróleo, preservadas, até então.     Deu como prazo fatal, meia noite desta terça-feira, que deverá vencer, nas próximas horas ou já teria acontecido quando Você estiver lendo esta matéria.    Por outro lado, o líder de plantão do Irã diz que milhares de soldados iranianos estão "prontos para se sacrificar".    Creio que o ataque americano, se houver será pelo "ar", através das bases militares americanas da região.  

               Enquanto isso, o preço do petróleo do tipo Brent, conforme pode ver no gráfico acima, estão sendo negociado ao mínimo  US$ 100 cada barril, enquanto o preço antes do conflito estava sendo negociado ao entorno de US$ 65 cada barril.    O Brasil apesar de produzir petróleo suficiente em termo de barris, cerca de 3,5 milhões, a Petrobras não vai arcar com os prejuízos e os preços serão repassados aos consumidores finais na "bomba" ou em forma de "botijões" de gás.

             Vamos acompanhar de perto, os próximos capítulos desta guerra insana de confronto armado entre os países.   A essa altura, pouco resolve o Conselho de Segurança da ONU.   O Brasil dentro deste contexto, o seu Presidente, o Lula da Silva, PT, é totalmente favorável ao regime dos ayatollahs, indo frontalmente contra os parceiros comerciais estratégicos do País, os Estados Unidos.    Isto trará, no médio e longo prazo, prejuízos incalculáveis para o País.

              Ossami Sakamori

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