Para Lula, Trump é a bola da vez !
Disse, ontem, o Presidente Lula à imprensa brasileira: "Hoje eu poderia estar mais feliz, mas estou triste, Haddad, porque eu esperava que o nosso BC abaixasse o juros pelo menos 0,5%, mas abaixou só 0,25%, dizendo que é por causa da guerra". Acertou num ponto e por outro lado, mostra a total "ignorância" do Presidente da República sobre o tema. A crítica sobre a taxa básica de juros Selic é recorrente nos pronunciamentos do Presidente Lula desde a sua posse em janeiro de 2023. Neste ponto ele tem razão, mas as circunstâncias que isto ocorre, depende da sua "capacidade" ou "incapacidade" de influir no ambiente econômico que tudo isso ocorre.
De fato, a redução da taxa Selic em 0,25% na última reunião do COPOM sobre a atual taxa básica de juros dos títulos do Governo federal, é um "escárnio", uma "piada", não querendo fazer coro à declaração do Presidente Lula. Eu mesmo, apostava na redução de 0,5% sobre os 15%, a mais alta taxa de juros reais do mundo livre. Apostava até na "manutenção" da taxa Selic nos atuais patamares. Para mudar a situação, é preciso trocar os membros do COPOM e ou presidente do Banco Central, o Gabriel Galipolo, 43 anos, nomeado pelo próprio Presidente Lula. Gabriel Galipolo é um bom "burocrata", adequado ao papel que exerce. Ele tem um bom currículo, sendo professor universitário e já atuou como diretor de política monetária do BC, foi presidente do Banco do Brasil em 2023, por um breve período e secretário executivo do Ministério da Fazenda, antes de ser nomeado presidente do Banco Central.
Gabriel Galipolo, certamente, já tinha informação de que, no mesmo dia, o FED, o Banco Central americano, iria reduzir a taxa de juros dos títulos americanos, em 0,25%, o mesmo percentual da redução da taxa Selic. A grande diferença é que a taxa básica de juros dos títulos do Tesouro americano, passa a vigorar no intervalo de 4% a 4,25%, com viés de baixa no ambiente econômico de inflação alta, porém, "sob relativo controle", no meio de "Guerra contra Irã", com desdobramento imprevisível.
Apesar da situação da "política fiscal" do Governo federal, dos "persistentes déficits primários" ou os "rombos fiscais", dos três exercícios precedentes e com perspectiva de fechar mais este ano, com "rombo fiscal", onde a manutenção da taxa Selic só "agrava" a situação das contas públicas do Governo Lula. A situação da economia do País se agrava, com a falta de uma "política econômica" que direcionem para o aumento da arrecadação em função do "crescimento econômico", sem emissão de moedas para cobrir os "rombos fiscais". A taxa de juros Selic nos atuais patamares, 14,75%, só mostra a "política monetária equivocada" e a total "ausência de uma política econômica" à altura de um país com vocação para o setor "agropecuário" e ao setor de "mineração". Além de que o Brasil é "exportador de mão de obra qualificada" aos países desenvolvidos.
O Brasil tem potencial de estar ocupando uma das cadeiras no grupo dos países mais ricos do mundo, o "G7", ao invés de estar mendigando a liderança no "G20". O Brasil está ocupando neste momento, a 11ª posição do PIB global. Infelizmente, o povo brasileiro, no qual eu faço parte, escolheu para ser o seu dirigente um "analfabeto funcional", com "todas letras". Quiçá, um dia, teremos um Presidente da República à altura da potencialidade econômica do País. No momento, "toda culpa recai sobre o presidente americano". Trump é a bola da vez !
Ossami Sakamori

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