Presidente Trump e conflito com o Irã



O conflito entre Israel-Estados Unidos e Irã não terminará tão cedo como se falava no início dos bombardeios aos principais pontos do Irã, as mesquitas que se reuniam as lideranças religiosas do país e ter eliminado o seu chefe supremo o Ayatollah Ali Hosseini Khamenei, morto no dia 28 de fevereiro, nos primeiros dias de bombardeio.   As agências de notícias dão conta de que o Mojtaba Khamenei, 56 anos, foi confirmado como o novo líder religioso, o primogênito da família que lidera aquele país islâmico.   Ele, na condição de líder religioso, dirige a Guarda Revolucionária Islâmica, que sucedeu o então reinado do Mohammad Reza Pahlavi, o último Xá do Irã.  


             O presidente Donald Trump deve ter imaginado a tomada do Irã em poucos dias de intensos bombardeios pela Força Aérea americana, com bombardeios de última geração.   Para quem imagina que a demora da tomada do Irã pelas tropas americanas, esteja preocupando o presidente americano, está redondamente enganado.   Não se fala em "voz alta", mas o referido conflito cumpre dois objetivos do presidente Trump.   O primeiro objetivo é o aumento de preço de combustíveis que estava "deprimido", sendo o do tipo WTI, petróleo pesado, estava com preço "deprimido", abaixo de US$ 60 cada barril.    O segundo objetivo é "descartar" algumas aeronaves de combate, para abrir espaço para a "indústria de armamento dos Estados Unidos".   Claro, que tudo isso não se fala "em voz alta", mas, o Congresso americano sabe muito bem disso, por isso, mesmo a oposição ao Governo Trump, faz alarde ou críticas.  


           O reflexo da guerra no Oriente Médio, traz reflexo ao povo brasileiro, consumidor de combustíveis fósseis, na forma de "diesel" ou de "gasolina", apesar da Petrobras produzir petróleo equivalente ao consumo do país, ao nível de 3,5 milhões de barris a cada dia.   O Presidente Lula pretende amenizar o preço dos combustíveis na "bomba", com a "retirada do PIS/Cofins" sobre os combustíveis, com prejuízo ao Tesouro Nacional.    Esta situação poderá ser passageira, porém, não definitiva.


            Receio que o preço do petróleo no mercado global, passe dos US$ 65 por barril antes do conflito para preço estável ao entorno de US$ 100, estabelecendo um novo patamar de preço dos combustíveis no mundo global.   Isto é parte do plano do presidente Trump para viabilizar o seu petróleo do tipo WTI, o tipo pesado extraído do subsolo americano.   Os Estados Unidos tem no seu subsolo, petróleo do tipo WTI, para consumo próprio dos próximos 100 anos.   Até lá, o mundo global já terá descoberto, alternativa energética para o combustível fóssil.   


           Ossami Sakamori



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