Petrobras vai anunciar o aumento de combustíveis

 


Quando há conflito como este que vem ocorrendo no Oriente Médio, entre Israel - Estados Unidos e Irã, a primeira e imediata consequência é a alta do preço do petróleo no mercado global.   No caso específico em que os Estados Unidos, o principal consumidor de petróleo do mundo e o Irã, um dos importantes fornecedores, o preço do barril de petróleo sobe na mesma velocidade ou antecipando o desdobramento do conflito desta natureza, sendo os protagonistas os principais atores do petróleo do mundo global.

              No caso presente, o conflito entre Estados Unidos - Israel e Irã, a repercussão do preço do petróleo se acentua, sobretudo porque o Irã tem o controle sobre o "estreito de Omus", onde trafega os navios tanques dos maiores fornecedores do petróleo do planeta,  a Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos e o próprio Irã.   
 

              Aparentemente, a Petrobras, que é o maior produtor de petróleo no Brasil, produzindo equivalente a 3,5 milhões de barris por dia, volume aproximado ao do consumo no País, poderia estar despreocupado com o abastecimento do petróleo.     Ledo engano!  O petróleo produzido pela Petrobras é do tipo WTI, tipo pesado, que não são processado pelas refinarias brasileiras, porque elas estão projetadas e dimensionadas para processamento do petróleo leve, o tipo Brent.

            Mais dias, menos dias, o reflexo da alta de petróleo no mercado internacional, vai chegar nas "bombas" dos postos de combustíveis.   Como de costume, o Governo brasileiro não antecipa os anúncios, sobretudo, quando é para aumento de combustíveis nas "bombas".    Esta guerra entre Israel - Estados Unidos e Irã, não vai terminar tão cedo como se parece e a consequência do aumento do preço do petróleo, que é bom para os produtores árabes e de alguma forma favorece também à Petrobras, que tem custo de produção alto em função de poços de petróleo estarem localizados "off shore".  Bom para Petrobras e ruim para consumidores finais.

           Como de costume, quem paga o preço do aumento do preço de petróleo não é Governo Lula e muito menos a Petrobras, que viabilizam os petróleos "off shore".   Estava demorando, mas as consequências da Guerra no Oriente Médio, quem paga é o "consumidor brasileiro", querendo ou não querendo.   No ditado popular, Você e eu vamos pagar as consequências da guerra no Oriente Médio.     

            Ossami Sakamori

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