Nubank, o epílogo

 

Com a transferência do Daniel Vocaro do Banco Master, para a penitenciária federal de Brasília, em completo isolamento por período mínimo de 20 dias, me faz voltar ao assunto do Nubank, que é uma fintech, que não necessita de obedecer as regras de um banco comercial como Bradesco, Itaú, Caixa Econômica, BRB, Banco do Brasil tantos outras instituições financeiras.   A publicidade da referida instituição, oferecendo vantagens sobre produtos dos bancos convencionais, que fazem parte do sistema financeiro sob supervisão do Banco Central, me chama atenção sobre este fato atípico.      Em tese, as instituições financeiras trabalham "em nome do Governo federal" e "para o Governo federal", promovendo liquidez à moeda nacional que é o Real ou R$.   


          Por outro lado a Nubank, sem ser um banco, oferece conta corrente, conta de pagamentos, cartões de débito e de crédito, empréstimos e seguros.    A instituição possui autorização do Banco Central para funcionar como sociedade de crédito e pagamento, garantindo a segurança dos depósitos, com serviços bancários funcionais e tecnicamente é considerado como um banco digital, sem agências de atendimento e sem os compromissos de um banco na forma tradicional.    No mínimo, configura, concorrência desleal, oferecendo os mesmos produtos sem supervisão do Banco Central nas suas operações.   

       A publicidade é subliminarmente enganosa, no meu entendimento.    A Nubank não é um banco no sentido que nós conhecemos, como era o Banco Master do Daniel Vorcaro ou outros bancos tradicionais com filiais abertas ao público.     A Nubank não faz parte do grupo financeiro do Daniel Vorcaro e muito menos uma instituição bancária tradicional como o Bradesco, Unibanco, Santander ou o Itaú. O que chama atenção é que a Nubank tem aceito aplicação de clientes, prometendo taxa de rentabilidade acima do CDI, chegando a 150% acima da aplicação no CDI de uma instituições bancária acima nominadas, que sofrem supervisão do Banco Central do Brasil.   Da maneira que está funcionando, considero mínimo "desleal" às instituições financeiras oficiais que cumprem diversas exigências e sujeitos às penalidades impostas pelo Banco Central e autoridades monetárias.   Na atual situação, o Banco Central não tem responsabilidade sobre as operações do Nubank.     


           O que se comenta é que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já teria feito oferecido letras de R$ 40 bilhões do próprio Banco Master.  Neste imbróglio do Banco Master, é possível que tenha recursos do Daniel Vorcaro no Nubank, em seu nome próprio ou uma situação contrária.    Ao que se sabe, o Nubank é do colombiano David Junqueira e do americano Edward Wible, com sede no Brasil, na Colômbia e no Panamá.     


            Na prática, a Nubank,  não sendo um Banco na forma tradicional, o dinheiro desta instituição trafega numa velocidade instantânea entre as Nubank ao menos em 3 países onde tem as sedes.   Como tem sede, também, no Panamá, o dinheiro do depositante brasileiro, que recebe "taxa de aplicação", de até 150% do CDI, flui instantaneamente pelos "paraísos fiscais", não só no Panamá, como também, nos países da Europa.    Espero que os recursos não estejam financiando o poderoso esquema de tráfico de drogas.   


         Até este momento, os investidores brasileiros, sobretudo os pequenos, acreditam no "conto das carochinhas", do empresário colombiano,  esperando a garantia das suas aplicações pelo Fundo Garantidor de Crédito administrado pelo Banco Central do Brasil.     Será de livre arbítrio de cada um, aplicar as suas poupanças, correndo menor ou  maior risco.   Privadamente, as aplicações financeiras das minhas empresas são feitas em instituições bancárias sólidas como a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.   E afirmo, também, que o Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander oferecem a mesma credibilidade, das instituições tradicionais.   Incluo, também, neste rol de instituições com credibilidade o sistema Sicredi, que é um banco de uma Cooperativa de Crédito, fora do sistema financeiro supervisionado pelo Banco Central.


            Com a nova regulamentação, o Nubank poderá fazer intermediação financeira clássica, captando recurso e emprestando diretamente, algo que hoje é permitido.   Virar um banco, com a nova regulamentação da CVM e BC, significa cumprir exigências mais rígidas de capital mínimo, de patrimônio de referência e gestão de riscos, conforme os Princípios de Basileia.    Além de tudo, haverá obrigação de recolhimento do "depósito compulsório" ao Banco Central e aplicação de partes dos recursos captados em áreas específicas, como crédito imobiliário e microcrédito.   Vamos torcer que a Nubank consiga se enquadrar como Instituição financeira nacional, o mais breve possível !


             Na dúvida, convém utilizar os serviços bancários da Caixa Econômica Federal, de todos nós.  Os serviços prestados são de excelente qualidade, além de permitir saques de menores volumes nas casas lotéricas, dentro ou fora do expediente bancário tradicional.    Vamos tomar cuidado, que poderão ter outros Vorcaros atuando no mercado financeiro.   Cada um sabe o risco que se submete !


             Ossami Sakamori                

Comentários

  1. Prezado , hoje os bancos tradicionais estão fechando agencias. O novo modelo é o mesmo do Nubank . Veja a C6bank e outros tantos . O modelo do Master era completamente diferente., capitava acima da média de todos os outros bancos … e sabe quem vendiam esses papéis títulos CDBs ? Favor checar e depois você comenta novamente .0 Modelo Americano são os melhores ,masi de 1000 bancos diferentes . Os grandes baços que você citou, favor analisar os balanços …. Não é só lucro não …. É muito balão com garantias das ações .

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