Lula tenta "dourar a pílula" do petróleo
Continua os bombardeiros da Foça Aérea americana no território do Irã, ampliando ainda mais a área de abrangência dos bombardeios, além do estreito de Ormuz, ao qual a França já mandou seu único porta avião para "desobstruir" o estreito que dá passagem aos navios tanques dos principais fornecedores do Oriente Médio.
Ontem, sexta-feira, dia 13, a Força Aérea americana, bombardeou o principal terminal de exportação de petróleo do Irã localizado na Ilha de Kharg, próximo do Kwait e do Iraque, o principal terminal de exportação do Irã. Ontem, mesmo, o preço do petróleo do tipo Brent, o mais leve, ultrapassou o limite psicológico de US$ 100 cada barril, em algum momento sendo negociado a US$ 110 cada barril. Na minha opinião, se a guerra Estados Unidos - Israel contra Irã, não terminar nos próximos dias, o preço do petróleo vai "consolidar" acima de US$ 100 e próximo de US$ 120, cada barril de 168 litros.
O Brasil apesar de ter produção do petróleo do tipo WTI, o mais pesado, aos mesmos níveis de consumo ou número próximo de 3,5 milhões de barria ao dia, a Petrobras não tem capacidade para "arcar" com o aumento dos combustíveis na ponta de consumo, "mantendo" os preços iguais dantes ao conflito no Oriente Médio. Em qualquer parte do mundo, o preço de combustíveis reflete, automaticamente, nas "bombas de combustíveis".
O governo brasileiro, no momento, o do Presidente Lula, inventa uma "gambiarra" provisória para enfrentamento da alta do petróleo, "isentando o PIS/Confins do diesel" na tentativa de manter o preço do produto nos postos de combustíveis, baseado no padrão de preço de US$ 100 cada barril do tipo Brent. A medida é "completamente equivocada" do ponto de vista da "política econômica" e da "política fiscal". Isenção de impostos é uma forma indireta de "subsídios". Terá que pensar, afinal das contas, quem é que vai "subsidiar" o "diesel" dos caminhoneiros. Mais uma vez, direta ou indiretamente, o "subsídio" quem paga é a população brasileira.
Isto tudo está acontecendo, no governo do Presidente Lula, sem uma "política econômica" e muito menos uma "política fiscal". Sem ainda, levar em conta de que o preço do petróleo do tipo Brent, poderá alcançar nos próximos dias, se o conflito no Oriente Médio perdurar e parece perdurar pelo menos nas próximas duas semanas, aos níveis nunca dantes pensados. O fato concreto é que o governo do Presidente Lula está "perdido no meio do tiroteio" entre as maiores potências mundiais, aliados do Israel contra um dos maiores produtores de petróleo do mundo, comandada pelos os líderes islâmicos. O noticiário internacional conta que o filho do Ayatollah Khomeini, este último, morto no bombardeio, está, também, gravemente ferido, mas "não arreda o pé" e continua bombardeando o Israel com seus mísseis balísticos de longo alcance.
Todo este panorama é para afirmar que o preço do petróleo no mercado global está longe de estar, hoje, no máximo. Na minha visão, baseado em movimentos anteriores do preço de petróleo, o preço do Brent, deve alcançar US$ 120 cada barril, como já ocorrera em situações de relativa normalidade, só pela força da OPEC+.
A Petrobras, apesar de produzir equivalente ao volume de consumo, ao redor de 3,5 milhões de barris, segue a prática de transferir o preço do petróleo no mercado mundial, como fazem todos países do mundo, produtores ou consumidores de petróleo. Resta saber se o povo brasileiro está acompanhando a realidade mundial.
Há uma distância enorme entre a "vontade da população", de um País abençoado pelas riquezas naturais, inclusive o "petróleo" em abundância e a vontade do seu Presidente, que não se preocupa com a população produtiva e faz de tudo para "se eleger", tentando "dourar a pílula", como diz a nossa expressão popular, no atual episódio triste da história mundial, o conflito entre crenças religiosas.
Ossami Sakamori

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