Guerra EEUU x Irã. Capítulo II

 

A aparente vitória do presidente Trump sobre o regime do Ayatollah Khomeini, líder religioso, poderá terminar em "pesadelo" para os americanos e para a economia global, menos para o Irã.     O presidente americano declarou que o ataque ao exército iraniano, poderá levar de 4 a 5 semanas.   Imagino que tudo isto estivesse no plano de guerra contra Irã desde o início do conflito bélico.   As consequências deste anúncio é terrível para a economia global.     


           O mercado financeiro global abriu nesta segunda-feira "em baixa", com o preço do petróleo subindo e não sabendo o "teto" desta subida que deverá ocorrer ao longo das próximas semanas, pelo menos enquanto perdurar o ataque americano ao Irã, agora, sem Khomeini.   Muito resumidamente, podemos dizer que o Irã controla o "fluxo" do petróleo da Arábia Saudita e Kwait, os principais fornecedores de petróleo para o Ocidente.    O controle físico acontece pelo "estreito de Ormuz", vide figura abaixo, o que corresponde a cerca de 1/3 do consumo global de petróleo do mundo.  


            Este "filme" já vi inúmeras vezes em situação de crise, envolvendo outros atores globais.   É a experiência que eu carrego por ser um comentarista de longos anos.    O petróleo, ainda, é fonte de "energia" do mundo global, exercendo "pressões", coordenadas pela OPEC ou pela própria circunstância, como é o caso presente, a guerra Estados Unidos contra Irã, com ou sem o Ayatollah Khomeini.    

            O petróleo, hoje, pela manhã, já estava operando em alta, sendo negociado ao entorno de US$ 70 o barril do tipo Brent, petróleo leve, podendo bater nos próximos dias US$ 100 cada barril.   A consequência para os cidadãos brasileiros é a alta dos combustíveis na "bomba" é certa, tendo como consequência a alta da inflação, neste momento controlado dentro do limite estabelecido pelo Banco Central em 3% como meta.    O fato é que o aumento do petróleo vai causar a inflação dos produtos.   Mesmo tendo conhecimento da macroeconomia, a previsão do aumento da inflação devido aos preços do combustíveis é totalmente imprevisível e dependente da política de preços do Governo federal.    O tema será objeto de comentários futuros, que depende do desdobramento da guerra Estados Unidos contra Irã.    Trump estabeleceu como prazo, 4 longas semanas...   Neste momento o índice futuro Dow Jones está em queda.

              Dentro do contexto narrado, o papel Petrobras deverá operar em alta e as ações do setor de consumo deverá seguir a trajetória de baixa.    Pela vivência de crises anteriores, no plano interno, a "inflação" deverá seguir a trajetória de "alta" e o índice de "consumo" deverá estar em "baixa".   Isto tudo deverá refletir na projeção da perspectiva de vitória dos candidatos à Presidência da República.    Vamos ver, qual dos candidatos tem maior competência para dar solução à nova conjuntura econômica global.      

            Para nós, simples cidadãos brasileiros, resta esperar a "competência" ou "incompetência" no enfrentamento da "crise econômica" que se fará presente.   Há muitas medidas preventivas para situação real que se avizinha.    Vamos analisando e comentando no decorrer da crise que se intala. 

              Ossami Sakamori

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