Caso Banco Master III
Os últimos episódios revelados pela investigação do Banco Master, agora, sob o comando do ministro André Mendonça do STF, está deixando as pessoas envolvidas, as figuras proeminentes da política brasileira, de diversos partidos políticos e em especial o Presidente Lula, que permitiu reunião "fora da agenda" no Palácio do Planalto, com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acompanhado de ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, antes do início das atividades "fora do comum" envolvendo políticos de quase todos matizes ideológicos.
O último comentário que fiz foi no dia 24 de fevereiro sob título Caso Banco Master II , onde eu afirmava que o caso estava sendo transferido das mãos do ministro Dias Tofolli para as mãos dele, devido a "suspeição" do caso por ter o Banco Master financiado o "resort" de propriedade do irmão do ministro, localizado no município de Ribeirão Claro, no Paraná.
A primeira atitude do ministro André Mendonça foi de desvincular a equipe da Polícia Federal das suas chefias, deixando o Superintendente da Polícia Federal, totalmente alheio à investigação que iria imprimir sobre o caso Banco Master e do seu proprietário Daniel Vorcaro. O resultado está aparecendo, com desvio de recursos das "capitações" das aplicações, sobretudo pelos Fundos de Pensões dos funcionários dos estados, município e dos Fundos vinculados ao Governo federal. Os primeiros números já apresentavam desvios de ao menos R$ 45,4 bilhões. O número ainda pode crescer com andamento das investigações.
O mais grave de tudo isso, é que o "esquema" de desvio de recursos, com pagamento de "vultosas propinas" aos agentes públicos, é que, segundo a imprensa, iniciou no Palácio do Planalto, "fora do agendamento oficial" com o Presidente Lula. Até este momento, o desvio de recursos conhecidos são: Além da esposa do ministro do STF, Alexandre Moraes, são valores repassados ao filho do Presidente Lula, o "Lulinha", como uma espécie de "mesada".
Um dos assessores do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso e sofreu atentado dentro dos recintos da Polícia Federal e se encontra em estado crítico. Todo indício é de uma "queima de arquivo", termo usado na linguagem policial. Espero que o ministro André Mendonça não sofra "retaliações" como as que ocorreram com os notórios agentes públicos, em missões difíceis, que deixo de declinar nomes.
Ossami Sakamori

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