País pobre de criatividade !
Os agentes do mercado financeiro influenciados pelos os analistas econômicos das grandes corporações, instituições financeiras e analistas independentes, tem "terrível medo" de dar opinião "divergente" ao "falso consenso" acerca da "política monetária", em curso, estabelecido pelo Banco Central do Brasil. A análise e o próprio comportamento do COPOM, o Comitê de Política Monetária, composto pelos membros do próprio Banco Central, no meu entender, tem "viés político", o que não deveria estar acontecendo. O Banco Central deveria estar cuidando da "política monetária" e não da "política eleitoreira" dos atuais e futuros postulantes ao cargo de Presidente da República. A discussão sobre o tema é recorrente no mundo Ocidental, incluído alguns países do Oriente.
Há um evidente comportamento do governo do Presidente Lula em manter os "déficits primários" persistentes ou gastar acima da possibilidade do País. Nos primeiros três anos do Governo Lula manteve "contas primárias" terreno "negativo" e dá sinalização de que terminará o exercício deste ano fiscal, 2025, mais uma vez com o "déficit primário". Este distanciamento entre o Executivo e o Banco Central é, até certo ponto "salutar" e "necessário" para manter o "poder de compra" da moeda do País, no caso, Real do Brasil. No entretanto, desconhecer os números da economia, em curso, e adotar "política monetária" recessiva, com a taxa de juros Selic nos níveis atuais, 15% ao ano, no meu ponto de vista, é um "desserviço" ao País.
Não tendo uma "política econômica", essencial para um país em desenvolvimento, deixando o curso da economia à sua "própria sorte", sem mostrar, também, a "política fiscal" do Governo federal, camuflada que está sob denominação de "arcabouço fiscal" é o começo e também a principal causa da "incerteza" da economia do País como um todo. Esta situação, da falta de uma "política fiscal" acentua mais ainda, a "ausência" de uma "política econômica" do atual governo, o do Presidente Lula.
Dentro desse quadro, a da ausência de uma "política fiscal" consistente e de uma "política econômica" que oriente o "setor produtivo" brasileiro e do próprio "capital estrangeiro" para abrir frentes de trabalho para o "desenvolvimento sustentável" do País. O Brasil, como uma Nação, não pode ficar eternamente "dependente" das "políticas sociais", que dá "popularidade" ao Presidente Lula, porém, abre um "vácuo", quase intransponível, em relação aos países desenvolvidos como Estados Unidos e União Europeia, tornando o Brasil cada vez mais "dependente" do Primeiro Mundo e do país do extremo oriente, como a China.
Brasil, com 214 milhões de habitantes e extensão territorial que causa "inveja" aos países do Primeiro Mundo, se porta ou se comporta como se fosse um mero "serviçal", eternamente, "mendigando" um espaço no mundo social, cultural e econômico no mundo global.
Os indicadores econômicos do País, como a inflação ao nível controlado, o último número divulgado pelo IBGE está em 3,6%, ligeiramente, superior ao "centro da meta" de 3%, porém, bem abaixo do "teto da meta" de 4,5%. Dentro deste quadro, o COPOM, indica que a taxa básica de juros Selic, deverá se manter em torno do atual nível de 15% ao ano, com previsão de ligeira queda para o segundo semestre. As medidas são restritivas ao desenvolvimento do País.
É uma pena que, os postulantes ao cargo de Presidente da República, colocam o assunto da "política econômica" e da "política fiscal", sob o ponto de vista técnico, indicando os prováveis "mentores" ou "articuladores", sobejamente conhecidos, como o Fernando Haddad ou o Paulo Guedes. Eu que milito na área do mercado financeiro, na condição de analista, "circunscrever" a "política econômica" do País às duas figuras da área econômica, com as suas próprias "imperfeições", é um "escárnio" para com o setor produtivo brasileiro, que sente a falta de uma verdadeira "política econômica", ao invés de "improviso" para cada medida ou ação no mercado econômico e financeiro global.
Ossami Sakamori
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