É tudo Carnaval !

 

Com os candidatos ao cargo de Presidente da República que tem apenas demonstrado, até aqui, as suas tendências ideológicas, a de direita, ao do centro e à da esquerda, respectivamente, Flávio Bolsonaro pelo PL, Lula da Silva do PT e Romeu Zema do Novo.   Faltam aos candidatos apresentarem as suas "políticas fiscais" e "políticas econômicas", essenciais e fundamentais para a vida da população brasileira.    Até aqui, eles se apresentam como "as mesmas farinhas do mesmo saco", infelizmente.    


           Vamos relembrar apenas que as "políticas fiscais" dizem respeito aos "gastos do Governo federal", exceto os serviços da dívida pública brasileira.   Em essência, "políticas fiscais" dizem respeito aos gastos do Governo federal para manter a sua "estrutura administrativa e funcional", representada por maior parte em gastos com o "funcionários públicos" e de "serviços terceirizados".   Incluem também, os gastos com diversos tipos de "mordomias" como o transporte aéreo para deslocamento de ministros e funcionários de alto escalão, sem contar com as utilizações de serviços de transporte aéreo da FAB.  


          Neste quesito, o atual Governo, o do Presidente Lula tem apresentado sucessivos "déficits primários", que são os "recursos que faltam" para cobrir as "contas" da manutenção da "estrutura do Governo federal".   Esta situação, a de sucessivos "déficits primários", significa que a estrutura administrativa do Governo está "super inchada".    Grande parte vem da estrutura de 38 ministérios, número impensáveis em administração pública de qualquer país, minimamente responsável.   Já comentei em matéria precedente de que o número ideal de ministério seria de, no máximo, 19 ministérios, com corte de 50% da atual situação.      


           A outra situação que merece ser considerado pelos candidatos à Presidência d República é sobre a "ausência" de uma "política econômica" que oriente não só o setor público, mas sobretudo, o setor produtivo privado.    Sem uma "política econômica" do Governo federal é com "dar o tiro no escuro" ao deixar que o "destino" cuide do futuro do País, o já conhecido "laisser faire", tradução literal de "deixar fazer".   Isto, paradoxalmente, serve para os países do Primeiro Mundo, onde as regras econômicas são excessivos, como na Europa ou no Japão.    Pelo contrário, a maior economia do mundo, os Estados Unidos adotam, literalmente, o "laisser faire" e por esta razão, sobretudo, são a maior economia do planeta, representando, sozinhos, cerca de 27% da economia do planeta. 


          Brasil é um País que há excesso de "burocracia" e "interferência indevida" na economia, se não é por via das companhias estatais ou através da regulação do setor produtivo brasileiro.    Ao contrário da "interferência indevida", deveria haver uma "política econômica", com regras claras para atuação do setor produtivo brasileiro.   Em alguns setores, deveriam contar com os "incentivos fiscais" para "nivelar" as desigualdades sociais entre regiões do País, como o que vem ocorrendo com a SUDAM, na Zona Franca de Manaus.   SUDAM já cumpriu o seu papel, de levar "industrialização" no meio da "selva Amazônica".    Porém, a SUDAM serviria como "modelo" para "não repetir" os erros da experiência.    


            O Brasil precisa, urgente, de uma "política econômica" editada pelo Governo federal que oriente o setor produtivo brasileiro, sobretudo ao setor industrial e de serviços.  Um amplo programa de "substituições das importações", que poderia ser uma saída para economia do País.   Não se pode desprezar um amplo programa para "abocanhar" o "mercado latino-americano", o nosso "quintal" de consumidores.   A população da América Latina e Caribe, somavam em 2024, cerca de 663 milhões de habitantes, um número "esquecido" pelos sucessivos governos da República.     O projeto, que deveria fazer parte dos "programas dos candidatos" à Presidência da República, ao invés de discutir "ideologias", como o "pano de fundo" das campanhas presidenciais, por absoluta falta de uma "política econômica consistente" que atenda os "anseios" do setor produtivo brasileiro.    A crítica vai para os candidatos da "direita" ou da "esquerda", passando pelo "centro", que afinal estão defendendo apenas os seus "interesses próprios" do que o "interesse coletivo" da população.   


          É tudo carnaval !!!


          Ossami Sakamori   

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