Donald Trump impõe o adicional de tarifa de 15%
O presidente Trump desafiou a decisão da Suprema Corte e anunciou a criação de uma "nova tarifa", global, de 10% sobre "produtos importados", após a decisão da instância superior do Judiciário americano de considerar "ilegal" as "tarifas de importações" impostas aos produtos importados pelos Estados Unidos, até então.
Disse o Presidente americano à imprensa: "Eu iriei assinar agora um decreto para impor uma tarifa global de 10% sob as seções 122 e 301 para proteger o nosso país", declarou. Em seguida, respondeu a um repórter que poderia haver um possível prazo de três dias para a nova tarifa global entrar em vigor. Além disso, negou diante dos jornalistas a validade da decisão da Suprema Corte, insistindo que as tarifas impostas anteriormente permanecerão em vigor e "em plena força". Subentendo que a nova "tarifa" vai sobrepor às tarifas de importações, em vigor, já negociados com os países envolvidos.
Os Estados Unidos importaram no ano passado, 2025, cerca de US$ 3,44 trilhões, um recorde histórico. Os dados da importações do Brasil, referente ao ano de 2024, é de cerca de US$ 40,6 bilhões. Os principais produtos importados do Brasil são: café, sucos de frutas, tabaco, ferro, aço e alumínio, como destaques. De princípio, a nova tarifa de 10% anunciados são adicionais às tarifas já negociadas entre Brasil e Estados Unidos.
Enquanto isso, o Presidente Lula está em seu "périplo" pelo mundo, estando hoje, na Coreia do Sul, acompanhado de cerca de 300 empresários e da primeira dama Janja da Silva, com seus comportamentos de "novos ricos". O ministro de Desenvolvimento, o Presidente de "plantão" no Palácio do Planalto, nada se manifestou sobre a nova tarifa de importação, adicional, de 10%. A minha crítica sobre a falta de uma "política econômica" do Governo Lula, fica cada vez mais evidenciado. O setor produtivo, que recolhe os impostos, tarifas e contribuições para "bancar" os gastos do Governo federal, são colocados no "relento", sujeito às intempéries de toda natureza, do clima e das medidas econômicas.
Em tese, seria fácil para Presidente americano, mandar "imprimir" novas moedas para cobrir os "gastos públicos", mas, não o faz, para manter ou tentar manter o "poder de compra" da moeda local, o "dólar americano". A falta de preparo dos governantes brasileiros é a principal característica, que destoa na maior economia do continente sul-americano. Esperamos que os postulantes à alternativa ao Presidente Lula ao próximo mandato, tenham as mesmas preocupações que o atual presidente americano com as finanças públicas.
A pauta econômica deveria ser a principal proposta dos pretendentes ao cargo de Presidente da República, no próximo mês de outubro. Empresários capazes para os desafios da Nação, o Brasil tem. Falta "político" de igual altura do presidente Trump, para colocar o País no "trilho" do "desenvolvimento sustentável". Presidente Lula já demonstrou que não tem "estatura" para encarar o "desafio" de colocar o Brasil no mesmo patamar dos países mais ricos do planeta. Até este momento, não vejo, também, nenhuma proposta concreta dos candidatos postulantes ao cargo máximo da República Federativa do Brasil.
Ossami Sakamori

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