Brasil: Onde erramos ?

 


A administração pública federal como se acha configurada, hoje, não vejo a menor chance de dar certo.   São 38 ministérios acrescidos de empresas estatais e de economia mista, além de entidades públicas que servem ao Governo federal, é "impossível" administrar com eficiência.   Isto, qualquer administrador público ou privado sabe, que a estrutura do Governo federal do Brasil é, simplesmente, um "monstrengo".    Basta comparar com a estrutura do Governo de qualquer "país desenvolvido do mundo" é, simplesmente, "incomparável".  Ou os países do mundo desenvolvidos estão todos errados ou o Brasil é uma "melancia" no meio de pomar.    Não adianta procurar achar a origem do "porque" e "como" chegamos nesta estrutura "esdrúxula", que até mesmo os que não são da área de administração são capazes de perceber.    


       Qualquer manual de "administração pública ou privada", recomenda número ideal para uma administração pública ou privada    é de 7 diretores e cada diretor respondendo, ao máximo, pelos 7 chefes de departamentos ou setores.    Isto é que manda as regras de uma boa administração pública ou privada.   Brasil não nega que foi colonizado pelos portugueses ao contrário dos países colonizados pelo Reino da Inglaterra, hoje, Reino Unido.  

          Em países como os Estados Unidos ou o Japão, o número de ministérios é menos de 15, sendo que cada ministério é responsável pelas autarquias e "entidades estatais" ou "paraestatais", com autonomia prevista em legislação própria.    Brasil com 38 ministérios, além de inúmeros órgãos vinculados, se torna "ineficiente e ineficaz", para atender toda demanda da população.   Isto é o "retrato" do Brasil do "analfabeto funcional" Presidente Lula.    Faltam prédios públicos na Esplanada dos Ministérios, planejado pelo Lúcio Costa e Oscar Niemayer, os planejadores da Capital Federal.       


           Os pretensos candidatos à Presidência da República, não se fala em "enxugamento" da máquina administrativa.  Nenhum pretenso candidato à Presidência da República, fala em enxugamento da máquina administrativa, até porque deve estar "loteando" os ministérios para conseguir os apoios necessários para consecução dos objetivos.    Brasil é tratado como uma "carroça" puxado pelos "asnos" ou os próprios candidatos se acham os tais animais.   


         Para efeito de comparação,  o governo dos Estados Unidos possui atualmente 15 Departamentos executivossemelhantes aos ministérios no Brasil, cada um liderado por secretário, equivalente ao ministro no Brasil, que compõe o gabinete presidencial. Além destes 15, existem outros cargos de nível de gabinete, totalizando 20 posições de alto nível.    Não é muito diferente nos países como Japão ou Reino Unido.   Enquanto isto, no Brasil, o Presidente Lula "administra" ou "pensa em estar administrando" o País com inacreditável 38 ministérios, sem contar com os Institutos e órgãos vinculados.    Com o número de ministros daria para formar 4 times de futebol.  Diga-se de passagem, todos "com perna de pau".       


          Se convidado a manifestar sobre a estrutura do Governo federal, proporia substituir os atuais 38 ministérios pela metade da atual administração.   Brasil, poderia ser "tocado" com 19 ministros para atender os reclamos que o País exige, comandados pelo Chefe da Casa Civil, como acontecem em boas administrações públicas ao redor do mundo.    


      Se nos países do Primeiro Mundo, funcionam, perfeitamente assim, porque no Brasil não haveria de funcionar com agilidade e eficiência?   O Banco Central é caso a parte, funcionaria com independência, como nos países do Primeiro Mundo.  Não querendo subestimar a capacidade e liderança do Presidente Lula e nem tampouco a capacidade dos pretensos candidatos à Presidência da República, a liderança do Brasil no cenário global está e estará ofuscada pela "ineficiência governamental", seja ele quem for o escolhido nas próximas eleições, o Lula da Silva ou o Flávio Bolsonaro.   É muito pouco, na minha avaliação, cada candidato afirmar as suas convicções políticas.    


            E, também, não adianta afirmar que o Ministério da Economia ou da Fazenda será comandada por figuras notórias da política nacional, como Paulo Guedes ou Guido Mantega.    Os nomes pouco importam.   O que importa é a "convicção" do "futuro Presidente da República", em "moldar a máquina administrativa", dentro do critério técnico ao invés de "nomear ministros" para "responder" aos apoios recebidos na campanha eleitoral.   

            

          Sugiro para os candidatos ao cargo de Presidência da República, a experiência exitosa do presidente americano Ronald Reagan, com o seu programa de "desregulamentação da economia", com estrutura "enxuta" de ministérios ou de uma "experiência exitosa" da estrutura de Governo do Japão ou da Coreia do Sul.   Os governantes de cada época, no Brasil procura "imitar" as experiências desastradas de um qualquer país "centro-africano", sem querer ofender o povo africano.    


          A população brasileira deveria cobrar, "duramente", o posicionamento de cada candidato, a "política econômica" desenvolvimentista e a "política fiscal" equilibrada, para o próximo mandato, que vai de 2027 a 2030.    O Brasil tem pressa de ocupar uma vaga "dentre os 7 países mais ricos do mundo", onde o País deveria estar fazemdo parte do G7, as sete maiores economias do mundo, por merecimento e não pela forma matreira de "aparecer na foto" como se fosse um dos 7 grandes do mundo global.    Para o País alcançar o estágio de desenvolvimento, não adianta só "vontade política", há que ter "planejamento" de curto e de longo prazo.    Sem plano nenhum, o Brasil não vai a lugar algum.   Os "governantes" ou "pretensos governantes" terão que fazer "lição de casa", antes de qualquer pretensão.          


            Ossami Sakamori

                   

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