A escolha pelo "menos ruim"

 

Brasil continua um país do "Terceiro mundo", denominação que era muito comum ao se referir a um "país atrasado" em cultura, sobretudo.   Cultura, aqui, não quer dizer movimentos culturais de teatros, cinemas e ou publicações de pessoas "cultas" como artistas e ou "socialites" com citações na imprensa falada, escrita e televisionada.   Cultura aqui se refere a média de escolaridade da população.   

          No sentido contrário ao da demanda de obras de novos autores, as dos antigos autores são bases para "cinemas" e "peças teatrais" ou são dos novos produtores "audiovisuais".   Curiosamente, não se vê mais "lançamento de livros" nas "livrarias físicas" de todo o País.   Gradativamente, o fenômeno provocado por novo meio de comunicação, a "internet", mudou completamente, os costumes do povo brasileiro, em especial.    Hoje, o principal instrumento para "consulta" é o Google, que através de "palavras chaves" nos levam às informações "reais" ou "falsas", em tempo real. 


           Os meios de comunicações estão disponíveis "on line" e está sendo principal fonte de informações, reais ou falsas para qualquer cidadão, via "celular".   É sinal dos tempos...  Ou as pessoas se adaptam ou simplesmente estão fora do mundo real.   Isto é constatação!   Isto é sinal dos tempos!   Toda comunicação é conectado via "satélites" do Eron Musk ou pelo sistema de satélites dos chineses, que está disponível para qualquer cidadão acessar.  


          É dentro deste contexto que o mundo está a vivenciar.   Tudo "on line" ou "on time".   O Brasil, dentro "deste contexto", estamos à véspera de eleições presidenciais, que escolherá, entre o "velho" e o "antigo".  O velho Presidente Lula e o "antigo" senador Flávio Bolsonaro.    Os postulantes ao cargo máximo da República, parecem "estar navegando" em mares revoltos como "caravelas" da época do português Pedro Alvares Cabral.   Eles precisam se atualizar, urgentemente!


             Pelo menos, até este momento, não vi "nenhuma proposta" para "inserção" do Brasil no Novo Mundo, a de inserção na "era digital".   As propostas de ambos, são semelhantes, a de proporcionar a "renda mínima" para a "população carente" do País, impensável numa Nação com imensidão de "terras férteis" e com "estrutura de ensino" razoável, que não fica tão longe das do Primeiro Mundo.   Infelizmente, os "pretensos candidatos" à Presidência da República, estão a defender, a eterna proposta da "renda mínima", como se a renda de um cidadão pudesse ser "tabelado" como qualquer mercadoria.   Isto funciona muito bem em países como a China e Irã.   Nenhum destes postulantes ao cargo máximo da República, propõe inserção do Brasil na comunidade científica internacional e muito menos em inserir o Brasil no "grupo de países mais desenvolvidos do planeta, o G7".   Pelo visto, o Brasil continuará sendo um país do Terceiro Mundo. 


          Falta para o Brasil a "ousadia" de ao menos, tentar "inserir-se" no grupo dos países mais desenvolvidos do planeta, mesmo que fosse no "G7 + 1", para sair da posição "vexatória" de ocupar a 11ª posição, atrás de um minúsculo país como a Itália, sem desmerecer a capacidade intelectual e laboriosa do povo italiano, que eu muito respeito.    Faltam aos nossos candidatos à Presidência da República, visão necessária para inserir o Brasil dentre os países que "propõe" mudanças ao Mundo global.    A discussão entre os atuais postulantes é sobre a decisão "em qual pé vai beijar", entre as maiores potências globais: os Estados Unidos ou à República Popular da China.   Falta "visão" e "ousadia" dos postulantes ao cargo de Presidente da República Federativa do Brasil.


            De tanta "submissão", que assistimos ao longo dos séculos, o povo brasileiro se obriga a submeter a escolher entre as duas principais lideranças do mundo global, os Estados Unidos ou a China.   Ao contrário desses "mentes captus", que nos fazem crer, que o Brasil é um eterno país do Terceiro Mundo.  Ao contrário, o Brasil tem condições pelo povo laborioso e pela dimensão territorial, ocupar a "terceira maior economia do mundo", atrás apenas dos Estados Unidos e China.  

       Ao meu ver, mais do que a falta de "propostas concretas", há "falta de brio" ou mesmo a "falta de brilhos" nos discursos dos pretendentes ao cargo de Presidente da República.    É como assistir a um "jogo de futebol de várzea", a disputa entre dois times, para ver qual é o "menos ruim".   Infelizmente, é o que nós temos, no momento...  Um deles é um senador medíocre e outro é um notório arrombador de cofres públicos.  


PS: Brasil é um país que tem potencial humano e riquezas naturais abundantes, que dá para tocar com "os pés nas costas".


             Ossami Sakamori        

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