A "brasileirarização" das contas públicas


Há uma tentativa por parte da grande imprensa em afirmar que, mesmo com os enormes "déficits primários" e com necessidade do Governo federal tomar emprestado do mercado, algo próximo de 8% do PIB, anualmente, apenas para "pagar os juros da dívida pública", ainda assim a dinâmica do crescimento econômico, continua ativa.   


            Em um artigo da revista britânica The Economist o orçamento público mesmo quando os indicadores tradicionais ainda que pareçam saudáveis, praticado no "terceiro mundo", a chamada "brasileirização fiscal", onde o cenário em que a dívida pública "cresce mais rapidamente" com os sucessivos "déficits primários", ainda que dentro dos parâmetros que os analistas consideram aceitáveis.       

 

           Ainda, sobre o comentário da revista: Não se trata de afirmar  que os países ricos vão se tornar o Brasil, mas sugerir que podem enfrentar um dilema semelhante: a de juros persistentemente elevados, corroendo o orçamento público, mesmo quando os indicadores econômicos tradicionais ainda pareçam saudáveis".   É uma situação que ocorre nos Estados Unidos, coisa semelhante, onde a dívida pública é persistentemente alta, desvalorizando o poder de compra do povo americano, há décadas.   A diferença entre o Brasil e os Estados Unidos é que a moeda americana tem "conversão" ou "aceitação" no mundo todo, servindo de parâmetro para liquidação financeira no âmbito do Swifit.   


            A situação descrita acima é exatamente a constatação de uma "política fiscal" equivocada, denominado de "arcabouço fiscal" pelo, então ministro, Fernando Haddad.   As contas do Orçamento Fiscal continuam deficitárias, sendo necessário manobras fiscais para "fechar a conta", o que passou a ser considerada a "brasileiralização fiscal" um "termo pejorativo" para as manobras fiscais do Governo brasileiro.     Certamente os países do Terceiro mundo, vão copiar as manobras fiscais atípicas como normais fossem e adotar a "brazileirarização" da economia.   


            Para ilustrar melhor a situação das contas públicas, genericamente, coloquei a figura dos "vasos comunicantes", que ilustra melhor a situação das contas públicas brasileiras.    Toda água ou recursos que são colocados no Governo federal pelos contribuintes, flui pelos "escaninhos" em perfeito equilíbrio, representando uma verdadeira "brasileirarização", que há algum tempo foi denominado de "contabilidade criativa", pela Presidente Dilma, motivo pela qual sofreu o vergonhoso processo de "impeachment". 


            Para um Presidente da República, um analfabeto funcional, falo do Presidente Lula, deve ser difícil de entender a lógica dos "vasos comunicantes", porém, a fluência "inadmissível" numa administração pública responsável, denominado pela The Economist de "brasileirarização" das contas públicas.    O termo usado não representa a maneira correta de administração pública, apenas, expõe a fragilidade da estrutura de controle das contas públicas brasileiras.    Enaltecer a maneira incorreta de administração de recursos públicos é um completo "escárnio" e "acinte".    Espero que os administradores públicos de outros países não venha adotar a "brasileirização" dos costumes de administradores públicos brasileiros, de "gastar o dinheiro que não tem", como foi, nesse Carnaval, nos carros alegóricos do Marquês do Sapucaí.    Gastar dinheiro público para enaltecer a própria figura, a do Lula da Silva, só confirma que o Brasil continua um país do Terceiro Mundo     "Brasileirização" tem sentido "pejorativo".     


            Ossami Sakamori

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