Posição ideológica do Brasil no Mercosul
Poderá haver uma "reviravolta no cenário político nacional", sobretudo nas eleições presidenciais deste ano, que ocorrerá no próximo mês de outubro. Os analistas políticos brasileiros se preocupam apenas no "cenário nacional" para analisar o pleito deste ano. A principal mudança vem do "cenário externo", precisamente da nossa vizinha Venezuela, que sofreu "intervenção americana" naquele país, com deposição e prisão do seu líder maior, o Nicolas Maduro, amigo do Presidente Lula.
A delação do Nicolas Maduro para aliviar sua pena, de princípio, "prisão perpétua" ao Tribunal de Justiça do estado de Nova York, onde, normalmente ocorre essas situações, até por conta da sede da ONU estar localizada na cidade de Nova York. As revelações do Nicolas Maduro, segundo o jornal New York Times, estão sendo divulgados em conta gotas. O que interessa aos brasileiros é a ligação e o comprometimento do Presidente Lula com o deposto, Nicolas Maduro, que antes do episódio era considerado "troféu", passou a ser "pesadelo" para o Presidente brasileiro.
No front da "intervenção" do presidente Trump na Venezuela, a principal notícia, a de ontem, é sobre a decisão do presidente Trump em "dolarizar" a economia venezuelana. Decisão inteligente ao meu ver. Se não fosse o comprometimento do Presidente Lula, com o seu braço político denominado de Foro de São Paulo publicado por mim, a história poderia ser diferente. Porém, o comprometimento do Presidente Lula com o regime venezuelano, por vias "não tão republicanos" coloca o Presidente brasileiro na "mira" da Inteligência americana. O primeiro sinal ocorrido, ontem, foi a "não presença" do Presidente Lula na assinatura do Acordo Mercosul - União Europeia, em Assunção. O Brasil é o principal ator do Acordo entre os europeus e sul-americanos. Ontem, num ato de gentileza, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, passou pelo Rio de Janeiro para cumprimento ao Presidente Lula. Para o Presidente brasileiro que gosta de "aparecer na foto", a não ida à Assunção para o ato solene, de assinatura, simbólica, do Acordo, esconde a realidade informada e capitada pela Diplomacia brasileira, a de fazer parte de lista de "pessoas" consideradas como "pró oriente".
É uma pena que o Brasil não esteja participando ativamente na "deposição" do Nicolas Maduro e no "restabelecimento" do Governo de transição da Venezuela, comandado pelos Estados Unidos. É certo que os Estados Unidos, "despejarão" bilhões de dólares em forma de auxílio para restabelecer a "democracia" naquele país. Infelizmente, o Brasil está "fora do jogo político" do presidente americano. Dentro deste mesmo contexto, os irmãos Batista do JBS, tenta "inserir" no "jogo político" do presidente Trump. Se a "jogada" dos Batistas terão sucesso ou não, é uma "incógnita" para nós brasileiros. Só Donald Trump poderá nos dizer se, o Brasil do Presidente Lula será considerada "amigo" ou "inimigo" dos americanos. Na minha avaliação, a proximidade do Presidente Lula com os "palestinos" e com o "regime ditatorial" do Irã, vai ter muita dificuldade em se aproximar do presidente Trump. Enquanto isso, o Presidente Lula defende o "multilateralismo", para justificar situação de convivência com os "regimes autoritários" do mundo.
Não sou "dono da verdade", porém, sou muito bem informado do que se passa no mundo, sobretudo a relação do "ocidente" com o "oriente". Cada país, está "correndo" para definir o seu posicionamento em relação à preferência "ideológica" entre Ocidente e Oriente. Enquanto isso, o Presidente Lula se encontra no "limbo" da insegurança pessoal.
Ossami Sakamori
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