O efeito Maduro



Todo início do ano, começa como se estivesse despertando de uma "ressaca" do final do ano.   Este ano, está um tanto diferente, por conta da invasão americana na Venezuela e prisão do presidente Nicolás Maduro.   Maduro foi preso e mandado para presídio federal de Nova York e passou, ontem, por audiência de Custódia, um rito normal no Judiciário no mundo todo.    Maduro permaneceu em silêncio e a uma nova audiência foi marcada para o próximo mês de março.    


             Hoje, de manhã, o mercado financeiro internacional abriu em ligeira alta, demonstrando ter "absorvido" a intervenção americana na Venezuela.   A motivação econômica do presidente Trump, que culminou com  a intervenção no país sul-americano foi de ter o "controle" sobre o mercado de petróleo.   A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do planeta, ultrapassando a da Arábia Saudita.   Especula-se uma intervenção, também, na Colômbia, que possui reserva importante de petróleo.    


             Para o presidente Donald Trump, Republicano, incomoda em muito, o fato do Democratas, partido da oposição, estar vinculado aos países como a Venezuela, a Colômbia, o México e o Brasil.   O Brasil do Presidente Lula está no "rol" dos países que foram "fortemente" influenciado pelo Joe Baden, Democratas.    Durante a campanha da Kamala Harris, Democrata, o Presidente Lula, manifestou publicamente, através de rede social, a sua preferência pela opositora ao então candidata Republicano.   


           Dentro deste contexto que o Brasil sofreu as tarifas de importações, as mais pesadas, com algumas exceções que foram negociadas posteriormente.   Mesmo com aceno de "abertura de diálogo" pelo presidente Trump ao Presidente Lula, neste episódio da invasão à Venezuela e prisão do seu aliado, Nicolas Maduro, deixou o presidente brasileiro no lado oposto ao presidente americano.   


           No ano de eleição  para o cargo de Presidente da República no Brasil, no próximo mês de outubro, o presidente Trump já manifestou, publicamente, a sua preferência pessoal ao "virtual" candidato Jair Bolsonaro, PL, "impedido" de participar na próxima eleição presidencial, além, de se encontrar "preso" na carceragem da Polícia Federal em Brasília.   


            O fato concreto é que o Presidente Lula se encontra  em "saia justa", com recente invasão americana à Venezuela, sendo o seu amigo presidente Maduro, levado preso, sem uma acusação ou condenação formal.   O receio do Presidente Lula parece ser a vinculação do seu nome ao Nicolas Maduro, via "apoio financeiro", nos dois sentidos, entre ambos políticos, do campo ideológico de "esquerda".    


             A consequência dessa situação de "saia justa" irá refletir, não só nas eleições, mas, sobretudo, no desempenho econômico do País, que parecia entrar no caminho do crescimento sustentável ao redor de 5% neste ano.   Desta forma, a minha previsão de crescimento sustentável do País, poderá ou não confirmar, conforme "desdobramento" da invasão americana na Venezuela.   


           O cenário econômico do País baliza o desempenho do mercado financeiro, que ficará à mercê da evolução da "intervenção" americana na Venezuela.   O mercado financeiro internacional, abriu no "terreno positivo" e o mercado doméstico deve acompanhar a tendência global, salvo posicionamento do Presidente Lula em relação ao episódio "intervenção americano na Venezuela.     


           Ossami Sakamori 

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